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Curso de Neurofeedback: módulo pratico

Atualmente sou sócia da Alfaneurofeedback e a agenda de cursos de neurofeedback para 2018 já está no ar e pode ser visualizada em:
www.alfaneurofeedback.com/proximos-eventos/
O curso prático de neurofeedback visa ensinar o método de avaliação miniQEEG, com base nos parâmetros estabelecidos pelo nosso parceiro Itallis Communication.
Esse curso será realizado com turmas reduzidas entre 4 e 10 participantes (de 2 a 5 duplas) para melhor aproveitamento.
DATA: 27 e 28 de abril de 2018
LOCAL: Tullip In Hotel, rua Apeninos, 1070. CEP 04104-021. Site: http://www.tulipinnsaopaulopaulista.com/pt-br. Ao fazer sua reserva, informe sua participação no curso
Investimento:
– até 25/03/2018: R$1250,00
Faça a sua inscrição no módulo teórico de neurofeedback (03 e 04 de março 2018) e no módulo prático (27 e 28 de abril 2018) e ganhe 5% de desconto no valor dos cursos + 1 hora de supervisão com a Dra. July Silveira Gomes(*promoção válida até 10/03/18 para inscrição da mesma pessoa nos 2 cursos, consulte formas de pagamento pelo email julygomes@alfaneurofeedback.com.br; a supervisão deverá ser usada entre 29/04/2018 a 30/05 de 2018 ou entre 01/07/2018 a 30/11/2018).
– entre 26/03/2018 e 14/04/2018: R$1400,00
– entre 15/04/2018 e 25/04/2018: R$1550,00
INSCRIÇÃO: Para receber o formulário de inscrição, envie um e-mail para julygomes@alfaneurofeedback.com.br
PÚBLICO ALVO: Psicólogos, profissionais da saúde, educação e desenvolvimento humano.
OBJETIVO GERAL: Ensinar o método de avaliação, com base no sistema utilizado pela Itallis Communication.
OBJETIVO ESPECÍFICO: Ao final do curso o aluno deverá ser capaz de:
– Realizar uma entrevista para estruturar sua intervenção com neurofeedback;
– Coletar dados para a formatação do miniQEEG;
– Entender os principais parâmetros da avaliação miniQEEG;
– Entender como gerar um relatório de progresso.
Cada participante finalizará o curso com o seu próprio miniQEEG e terá delineado seu próprio protocolo de treinamento
CONTEÚDO:
Dia 1:
Overview do método Itallis
Entendendo a queixa do meu paciente: entrevista com base no método Itallis
Revisão 1: sistema 10-20 e áreas de broadman em função do método
Revisão 2: sinal EEG e artefatos
Software Bioexplorer
Prática 1: coletando dados com bioexplorer
Prática 2: limpeza dos dados e montando o miniQEEG
Dia 2:
Interpretação da planilha e raciocínio para o protocolo
Elaborando o relatório para o meu paciente
Prática 3: criação do próprio plano de treinamento (autotreino) e seleção dos designs
Prática 4: acompanhando o progresso do meu paciente e elaborando o relatório após 10 sessões (*dados serão fornecidos para essa etapa)
PRÉ-REQUISITO:
Participado do Curso Teórico de Neurofeedback da AlfaNeurofeedback ou similar (*pessoas que participaram de cursos não ministrados pela AlfaNeurofeedback precisam submeter o certificado para validação da participação);
Conhecimento do uso das ferramentas word e excel (não nos responsabilizamos por dificuldades pessoais associadas à utilização dessas ferramentas).
Possuir equipamento próprio para a participação no curso.
MATERIAL: Será fornecido apostila no dia do curso e certificado de participação AlfaNeurofeedback.
BIBLIOGRAFIA INDICADA: não há recomendações específicas.
PROFESSORA: July Silveira Gomes
Doutora em Ciências, pelo departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Universidade Federal de São Paulo (2017) e Mestre em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009). É formada em Psicologia, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Realiza pesquisas sobre o funcionamento do cérebro e sua relação com emoções e comportamento. Atende com biofeedback e neurofeedback em consultório particular, e realiza supervisões de profissionais.

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Curso de Neurofeedback: módulo teórico 

Atualmente sou sócia da AlfaNeurofeedback e já lançamos os calendários de cursos para 2018. O site para ver todos os cursos que já estão no ar é:
http://alfaneurofeedback.com.br/eventos-2/
O curso teórico de neurofeedback visa oferecer as bases conceituais para a utilização do neurofeedback
Turma de no mínimo 6 e no máximo de 20 pessoas. Garanta a sua vaga!
DATA da próxima turma: 19 e 20 de maio de 2018
LOCAL: Tullip In Hotel, rua Apeninos, 1070. CEP 04104-021. Site: http://www.tulipinnsaopaulopaulista.com/pt-br . Ao fazer sua reserva, informe sua participação no curso. De
CIDADE: São Paulo
INVESTIMENTO:
– até 15/04/2018: R$1000,00
– entre entre 16/04/2018 e 10/05/2018: R$1190,00
– entre 11/05/2018 e 17/05/2018: R$1350,00

INSCRIÇÃO: Para receber o formulário de inscrição, envie um e-mail para julygomes@alfaneurofeedback.com.br

PÚBLICO ALVO: Profissionais formados em nível superior nas áreas da saúde e educação
OBJETIVO GERAL: Oferecer bases teóricas do neurofeedback
OBJETIVO ESPECÍFICO: Ao final do curso o aluno deverá ser capaz de:
– Entender os princípios do neurofeedback;
– Diferenciar entre as modalidades de neurofeedback utilizadas em settings clínicos;
– Entender sobre os principais parâmetros da eletroencefalografia aplicada ao neurofeedback;
– Entender as possibilidades da aplicabilidade da técnica em ambiente terapêutico.
CONTEÚDO:

  • O que é neurofeedback?

Conceito
e Histórico

  • Funcionamento do cérebro

Áreas de Brodmann, networks e circuitos neurais

  • Overview de modalidades baseada na dinâmica sanguínea:

Oxigenação cerebral e sistema neurovascular
Propagação da luz no tecido sanguíneo
Diferenças entre neurofeedback HEG e outras modalidades baseadas na dinâmica sanguínea (nIRS, fMRI)

  • Overview do neurofeedback com base na atividade elétrica cerebral:

Atividade elétrica cerebral: do potencial sináptico às frequências de onda
Sistema internacional de colocação de eletrodos 10-20
Montagens
Artefatos
Alterações no EEG normal
Diferenças entre o neurofeedback de frequência e as outras modalidades baseadas no EEG (potenciais corticais lentos e zscore)

  • Porque integrar o biofeedback cardiovascular ao treinamento com neurofeedback?
  • Associando outras técnicas: TCC, metacognição, treino cognitivo e neurofeedback.

PRÉ-REQUISITO: Não há
MATERIAL: Será fornecido apostila no dia do curso e certificado de participação AlfaNeurofeedback.
BIBLIOGRAFIA INDICADA: será enviada por email.
PROFESSORA:
July Silveira Gomes é doutora em em Ciências, pelo departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Universidade Federal de São Paulo (2017) e Mestre em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009). É formada em Psicologia, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Realiza pesquisas sobre o funcionamento do cérebro e sua relação com emoções e comportamento. Atende com biofeedback e neurofeedback em consultório particular, e realiza supervisões de profissionais.

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Curso "Neuropsicologia Aplicada à Esquizofrenia"

O curso “Neuropsicologia Aplicada a Esquizofrenia” (www.neuropsiproesq.com.br) apresenta como objetivo capacitar profissionais da psicologia na compreensão e identificação das características e prejuízos cognitivos associados aos quadros psicóticos, subsidiando melhores práticas de intervenção. O curso será realizado em 10 módulos ao longo de 2017, com encontros mensais, de 12 horas cada módulo, com os seguintes temas:

  1.  Interface entre psicologia e psiquiatria; Introdução à neuropsicologia.
  2.  Compreendendo as Psicoses; Função Atencional.
  3.  Psicopatologia das Psicoses; Função Mnéstica.
  4.  Bases Neurobiológicas das Psicoses; Funções Executivas.
  5.  Psicoses na infância e na vida adulta; Linguagem e Função Visuo-perceptiva.
  6.  Primeiro Episódio Psicotico; Bateria Matrics.
  7.  Bateria MATRICS.
  8.  Reabilitação cognitiva nas psicoses.
  9. Tratamentos não farmacológicos.
  10.   Conclusão do curso.

Público alvo: Psicólogos com registro no CRP e estudantes de psicologia (5o. Ano)

Carga horária: 10 encontros de 12hs (4hs sexta a noite e 8hs de sábado); total 120 hs.

Início: 24 e 25 de março de 2017

Maiores informações: www.neuropsiproesq.com.br

Inscrições: http://cepp.org.br/produto/neuropsicologia-aplicada-esquizofrenia-em-ate-10x-sem-juros/

www.neuropsiproesq.com.br
http://cepp.org.br/produto/neuropsicologia-aplicada-esquizofrenia-em-ate-10x-sem-juros/

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R$ 5.200,00 Em estoque

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Neurofeedback e Biofeedback – Fundamentos e Prática Clínica

http://educareinstitute.com.br/ver/curso/neurofeedback-e-biofeedback-fundamentos-e-pratica-clinica-presencial-em-sao-paulo-11-de-junho/

Caros colegas,
Em função de  questões e emails que eu venho recebendo, decidimos modificar o curso “Biofeedback na Prática Clínica” para “Neurofeedback e Biofeedback – Fundamentos e Prática Clínica” de modo a abranger questões pertinentes ao uso da técnica de neurofeedback.

O biofeedback e o neurofeedback são técnicas de autorregulação psicofisiológica, que contribuem para a ampliação do estado de consciência acerca de si mesmo, facilitando a integração corpo-mente. Ambas as técnicas utilizam sensores e softwares para o monitoramento fisiológico e, através do mecanismo de retroalimentação por condicionamento operante, o paciente é capaz de aprender a autorregular diminuindo respostas disfuncionais como, por exemplo, as respostas de palpitação cardíaca, sudorese na palma das mãos ou pensamentos invasivos, tão comuns em pacientes com transtornos de ansiedade.
Nesse curso introdutório, você terá uma visão geral de ambas as técnicas de treinamento e de suas aplicações. Você aprenderá acerca dos tipos de avaliação utilizadas para o neurofeedback (introdução) e também como fazer uma avaliação acercado equilíbrio do sistema nervoso autonômico, utilizando dados da variabilidade da frequência cardíaca (atividade prática)
Ao concluir esse curso você será capaz de identificar, no seu paciente, sintomas que estejam relacionados ao desbalanço entre os sistemas simpático e parassimpático, além de conhecer ferramentas que poderão ser usadas para o manejo do paciente. Será realizada demonstração de equipamentos e orientações sobre como utilizá-los no contexto clínico.
Clique aqui para saber mais!

Carga horária: 8hs

Ementa:

  • Biofeedback
    • O que é?
    • Biofeedback X Neurofeedback
    • Modalidades?
  • O cérebro e o sistema nervoso autonômico
    • Reações fisiológicas e estados psico-emocionais: uma via de mão dupla
    • Introdução ao funcionamento do cérebro e as áreas de Brodmann
    • Conceitos EEG e ritmos corticais
  • Avaliação
    • QEEG X avaliação de baixo custo: vantagens e desvantagens
    • Avaliando o equilíbrio autonômico através da variabilidade da frequências cardíaca (HRV)
  • Aplicações e Parte prática
    • Estudo de caso
    • Demonstração

Inscrições pelo site da Educare Institute.

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Biofeedback na Prática Clínica: Curso 2016

curso biofeedback educare
O Biofeedback é uma técnica de autorregulação psicofisiológica, que contribui para a ampliação do estado de consciência acerca de si mesmo, facilitando a integração corpo-mente. Nesse sentido, é uma importante ferramenta terapêutica que vem a agregar valor a diversas outras abordagens. O biofeedback utiliza sensores e softwares para o monitoramento fisiológico e, através do mecanismo de retroalimentação por condicionamento operante, o paciente é capaz de aprender a autorregular diminuindo respostas  disfuncionais como, por exemplo, as respostas de palpitação cardíaca ou de sudorese na palma das mãos, tão comuns em pacientes com transtornos de ansiedade.
Nesse curso você vai aprender sobre os mecanismos fisiológicos modulados pelo sistema nervoso autônomo (SNA), especialmente simpático e parassimpático, e sua relação com transtornos psiquiátricos em seus aspectos psicoemocionais. Você vai ter oportunidade de conhecer diferentes técnicas de biofeedback, suas áreas de aplicação e, ainda, a diferença entre o biofeedback e o neurofeedback.
Ao concluir esse curso você será capaz de identificar, no seu paciente, sintomas que estejam relacionados ao desbalanço entre os sistemas simpático e parassimpático, além de conhecer ferramentas que poderão ser usadas para o manejo do paciente. Será realizada demonstração de equipamentos e orientações sobre como utilizá-los no contexto clínico.
Maiores informações sobre o curso em: http://educareinstitute.com.br/ver/curso/biofeedback-na-pratica-clinica-curso-presencial-em-sao-paulo/


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HEG Neurofeedback ou Neurofeedback Hemoencefalográfico

Você sabe o que é HEG Neurofeedback ou Neurofeedback Hemoencefalográfico?
Igor Londero e eu escrevemos um artigo de revisão de literatura sobre HEG neurofeedback, focando nas principais aplicações na área da saúde. Você pode ler o artigo original aqui:
Neurofeedback hemoencefalográfico (HEG): possibilidades de aplicações no campo da saúde
Mas nesse post, eu vou resumir os principais pontos para você!
* O HEG Neurofeedback, assim como as outras técnicas de biofeedback e neurofeedback, atua com base no condicionamento operante. Nesse, padrões fisiológicos são monitorados e, através do mecanismo de retroalimentação biológica, o feedback é fornecido ao usuário que desenvolve a habilidade de se autorregular.
* No HEG Neurofeedback o sinal monitorado (e usado como feedback ao usuário) é baseado na dinâmica sanguínea cerebral. Temos duas modalidades de HEG Neurofeedback, o PIR e o NIRs

  • PIR Neurfeedback: o feedback é dado em função da vasodilatação ou vasoconstrição dos vasos capilares cerebrais nas áreas treinadas
  • NIRs Neurofeedback: o feedback baseia-se no incremento intencional da oxigenação e perfusão sanguínea. Veja a faixa utilizada para o treinamento com o HEG Neurofeedback, modalidade NIRs a seguir:

* O PIR Neurofeedback é muito aplicado no controle de enxaquecas do tipo migrânea (se você quiser ler mais sobre essa modalidade, vejam esse estudo bacana de Strokes & Lappin, 2010 – em inglês)
* 3 sessões de HEG Neurofeedback modalidade NIRs por 40 minutos foi suficiente para melhorar o desempenho cognitivo de de 8 sujeitos em uma tarefa de memória de trabalho (se você quiser ler mais sobre esse estudo, veja o artigo completo – em inglês – aqui)
* O treinamento de um jovem de 12 anos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) por 10 sessões contribuiu para a redução na medicação e para a melhora no seu quociente global de inteligência, medido pelos escores da Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças (WISC III) e pelo Teste de Desempenho Individual de Weschler (leia mais sobre esse estudo aqui)
Mais recentemente, apoiei minha colega de pesquisa, a psicóloga Daniella Valverde na sua pesquisa de mestrado, que investigou os efeitos de 10 sessões de neurofeedback na cognição de sujeitos saudáveis. Os resultados são bem promissores e estão sendo preparados para publicação. Ainda não posso compartilhar o artigo (espero fazê-lo em breve), mas você pode acompanhar o trabalho que venho desenvolvendo com a Daniella e mais 2 colegas (Silvio Aguiar e Fernanda Pires) acessando o site alfaneurofeedback.com.br.

Para saber mais sobre o tratamento com neurofeedback, entre em contato:
julyneurop@gmail.com
(11) 985718551 (deixe um recado no WhatsApp que eu retorno a ligação!)

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Aplicações Neurofeedback Parte 2: Transtornos Psiquiátricos na Vida Adulta

Diversos são os transtornos que ocorrem na vida adulta que podem ser tratados com neurofeedback. O objetivo desse post é apresentar uma visão geral das intervenções mais consolidadas acerca das aplicações do neurofeedback nos quadros psiquiátricos da vida adulta, com base em resultados de pesquisas científicas (nesse post não irei considerar transtornos neurológicos). Ao final, uma lista de referências (em português e em inglês) com links (algumas vezes é possível ler apenas o abstract) de artigos nos quais eu me baseei para produzir esse post.
Já vimos no post anterior sobre as aplicações na infância que os primeiros estudos acerca da possibilidade de autorregulação biológica voluntaria datam de 1950, por Neal E. Miler e que recentemente o neurofeedback tem se tornado mais acessível, tanto em termos técnicos, quanto teórico e instrumental.
Muitas pesquisas têm apresentado resultados promissores no tratamento dos transtornos de ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e na depressão.

Os quadros de ansiedade envolvem, de modo geral, um componente cognitivo-emocional projetado para o futuro, trazendo uma sensação de incerteza e angústia. A ansiedade pode se configurar como um transtorno isolado, ou vir acompanhada (ou acompanhar) outros transtornos. Diversos trabalhos têm demonstrado que, independente dessa configuração, a ansiedade responde bem ao tratamento com neurofeedback. Já o TOC, caracterizado pelos pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos, compartilha também sintomas de ansiedade, e tende a ter uma resposta similar, porém o treinamento pode ser mais prolongado.
Nos quadros depressivos e de desregulação do humor, o treinamento tem sido mais promissor com aqueles cujo transtorno é leve à moderado, sendo mais prolongado na depressão grave.
A associação de diferentes modalidades, incluindo biofeedback associado ao neurofeedback, é de grande valia para um tratamento global do transtorno e contribui para a generalização em situações fora do ambiente terapêutico.

Como funciona?
O princípio de funcionamento do neurofeedback é baseado na capacidade de associação e aprendizagem do nosso cérebro. Utilizando-se sensores capazes de captar respostas biológica cerebrais (variando de acordo com a modalidade) é possível o treinamento de autoregulação, através da retroalimentação biológica. Na prática, a resposta captada é utilizada pelo próprio paciente como informação para que ele aprenda a regular essa resposta, muitas vezes controlando um filme, um game ou produzindo notas musicais (no caso, essas mídias são controladas pelos padrões de ativação registrados).
Depois de um certo número de sessões, o organismo desenvolve a capacidade de manter essa regulação, mesmo fora do ambiente clínico, trazendo melhoras globais no funcionamento e performance do paciente.
É importante ressaltar a importância de uma boa anamnese e avaliação do paciente, de modo que o protocolo seja personalizado de acordo com as necessidades e demandas individuais.

Entre em contato para saber como o neurofeedback pode ajudar!
julyneurop@gmail.com
(11) 985718551
Atualizações na minha página do Facebook, clique aqui.

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Artigos:
Londero I, Gomes JS. Neurofeedback hemoencefalográfico (HEG): possibilidades de aplicações no campo da saúde. Ciência e Cognição. 2014; Vol 19(3) 307-314.
Gomes JS, Coghi MF, Coghi PF. Biofeedback cardiovascular e suas aplicações: revisão de literatura. Avances en Psicología Latinoamericana. 2014; 32(2):199-216.
Dias ÁM. Tendências do neurofeedback em psicologia: revisão sistemática. Psicologia em Estudo. 2010: 811-820.
Dias ÁM, Van Deusen AM, Oda E, Bonfim MR. Clinical efficacy of a new automated hemoencefalographic neurofeedback protocol. The Spanish Journal of Psychology. 2012; 15(03):930-941.
Hammond DC. What is neurofeedback: An update. Journal of Neurotherapy. 2011; 15 (4): 305-336.
Schoenberg PLA, David AS. Biofeedback for psychiatric disorders: a systematic review. Applied Psychophysiology and Biofeedback. 2014; 39(2):109-135.

*Imagem foi retirada de http://pixabay.com/

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Aplicações do Neurofeedback, Parte 1: Infância e Adolescência

Cada vez mais profissionais e pacientes tem me questionado sobre as possíveis aplicações do neurofeedback. De certo modo, é difícil enumerar todas as possibilidades de aplicação, pois a cada dia novas pesquisas com resultados promissores vem surgindo. Porém, apresento aqui uma visão geral das intervenções mais consolidadas na infância e adolescência. Ao final, uma lista de referências (em inglês) com links (algumas vezes e possível ler apenas o abstract) de artigos nos quais eu me baseei para produzir esse post.

Os primeiros estudos acerca da possibilidade de autoregulação biológica voluntaria datam de 1950, quando o termo biofeedback foi cunhado por Neal E. Miler. As pesquisas e os investimentos no campo variaram a cada década, sendo que nos últimos anos os avanços tecnológicos facilitaram o acesso aos equipamentos, tornando o tratamento mais acessível, e facilitaram a mensuração dos efeitos da técnica.
Dentre as intervenções realizadas para o tratamento de transtornos da infância e adolescência, têm ganhado destaque os resultados obtidos principalmente no Transtorno de Déficit de Atenção e Ansiedade (TDAH). Os artigos de revisão de literatura sobre os efeitos do neurofeedback nesse transtorno pediátrico demonstram efeitos positivo da técnica na redução dos sintomas de desatenção e impulsividade, e menores efeitos sobre a hiperatividade. Os protocolos treinados, de modo geral, envolvem a redução de ondas lentas e aumento do ritmo de 12-15hz, especialmente na região sensório motora. O tratamento para essa condição tende a durar entre 30 e 40 sessões e é atualmente reconhecido pela Associação Americana de Pediatria como uma intervenção eficaz para melhora do TDAH.
A utilização da técnica em crianças do Transtorno do Espetro Autista também tem demonstrado resultados promissores, com redução em sintomas nas escalas de autismo e melhoras cognitivas. De modo geral, o lobo frontal e a região sensório motora têm sido estimulados nesses estudos, com foco na redução das ondas lentas. No entanto, o número de estudos ainda é pequeno e salienta-se a necessidade de intervenções psicossociais para a melhora global desses pacientes.
Pacientes com Dificuldades de Aprendizagem demonstram melhoras com o tratamento, especialmente em habilidades atencionais. Após a intervenção, pesquisadores afirmam que as crianças melhoraram os escores globais e de performance na escala Wechsler de Inteligência. No tratamento da Dislexia, foi observada melhora na capacidade de soletramento das crianças que treinaram os ritmos de ondas cerebrais com neurofeedback.

Como funciona?
O princípio de funcionamento do neurofeedback é baseado na capacidade de associação e aprendizagem do nosso cérebro. Utilizando-se sensores capazes de captar respostas biológica cerebrais (mais comumente respostas de ativação cortical) é possível o treinamento de autoregulação, através da retroalimentação biológica. Na pratica, a resposta captada é utilizada pelo próprio paciente como informação para que ele aprenda a regular essa resposta, muitas vezes controlando um filme, um game ou produzindo notas musicais (no caso, essas mídias são controladas pelos padrões de ativação registrados).
Depois de um certo número de sessões, o organismo desenvolve a capacidade de manter essa regulação, mesmo fora do ambiente clinico, trazendo melhoras globais no funcionamento e performance do paciente.
É importante ressaltar a importância de uma boa anamnese e avalição do paciente, de modo que o protocolo seja personalizado de acordo com as necessidades e demandas individuais.
Entre em contato para saber como o neurofeedback pode ajudar!
Atualizações na minha página do facebook, clique aqui ou na imagem a seguir.
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Artigos:
Londero I, Gomes JS. Neurofeedback hemoencefalográfico (HEG): possibilidades de aplicações no campo da saúde. Ciência e Cognição. 2014; Vol 19(3) 307-314.
Arns M, de Ridder S, Strehl U, Breteler M, Coenen A. Efficacy of neurofeedback treatment in ADHD: the effects on inattention, impulsivity and hyperactivity: a meta-analysis. Clinical EEG and neuroscience. 2009; 40(3):180-189.
Micoulaud-Franchi JA, Geoffroy PA, Fond G, Lopez R, Bioulac S, Philip P. EEG neurofeedback treatments in children with ADHD: an updated meta-analysis of randomized controlled trials. Frontiers in human neuroscience. 2014;8.
American Academy of Pediatrics. Evidence-based child and adolescent psychosocial interventions. 2012.
Coben R, Linden M, Myers TE. Neurofeedback for autistic spectrum disorder: a review of the literature. Applied Psychophysiology and Biofeedback. 2010; 35(1): 83-105.
Nazari MA, Mosanezhad E, Hashemi T, Jahan A. The effectiveness of neurofeedback training on EEG coherence and neuropsychological functions in children with reading disability. Clinical EEG and Neuroscience. 2012; 43(4):315-322.
Simkin, D. R., Thatcher, R. W., & Lubar, J. (2014). Quantitative EEG and Neurofeedback in Children and Adolescents: Anxiety Disorders, Depressive Disorders, Comorbid Addiction and Attention-deficit/Hyperactivity Disorder, and Brain Injury. Child and adolescent psychiatric clinics of North America,23(3), 427-464.