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ProA e promoção de Natal: pague 1 mês e use 3!

ProA é a primeira bateria online de avaliação cognitiva brasileira que reúne 4 habilidades: atenção seletiva, memória de trabalho, habilidade visuo-espacial e aritmética.
ProA tem formato de um jogo, e é muito divertido de ser aplicado. E os resultados são tabulados pelo software e apresentados em formato gráficos, facilitando a interpretação!
Nesse mês de dezembro, ProA está em promoção: você paga o valor da licença mensal e ganha mais 2 meses para usá-la.
Isso mesmo, você paga por 1 mês, e usa durante 3.
Conheça ProA! www.sina-psi.com/proa
Veja abaixo, as publicações científicas envolvendo ProA. Clique nos links disponíveis para acessar os resumos ou envie um email para july@sina-psi.com que eu os encaminho.
“… A memória de trabalho tem sido relacionada tanto a dificuldades em matemática quanto em matemática e leitura. Na pesquisa com ProA, o número de erros na tarefa de memória de trabalho visuo-espacial diferenciou o desempenho de estudantes com dificuldade em ambas as disciplinas, assim como apenas em matemática, vindo ao encontro da literatura internacional”.
1)      Avaliação neuropsicológica computadorizada: um instrumento para avaliar o desempenho cognitivo de atleta. Comunicação oral no XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte. Curitiba, agosto de 2010;
http://www.crppr.org.br/congressoesporte/pdf_temalivre/14.pdf
2)      Funções Executivas e Desempenho Escolar em Matemática: Estudo preliminar com um software cognitivo Comunicação oral no IX Encontro Mineiro de Avaliação Psicológica e II Congresso Latino Americano de Avaliação Psicológica. Belo Horizonte, setembro de 2010, p.79;
http://www.fafich.ufmg.br/emap/programacao/programacao_final.php?baixar=IX_EMAP_Programacao_VERSAO%2006_10_Final.pdf
3)      Diferenças entre Sexo em Tarefas Cognitivas: Estudo preliminar. Comunicação oral no IX Encontro Mineiro de Avaliação Psicológica e II Congresso Latino Americano de Avaliação Psicológica. Belo Horizonte, setembro de 2010, p.83;
http://www.fafich.ufmg.br/emap/programacao/programacao_final.php?baixar=IX_EMAP_Programacao_VERSAO%2006_10_Final.pdf
4)    Desempenho Cognitivo de Estudantes com Dificuldade e Facilidade em Português e Matemática: um estudo de validade ecológica. Comunicação oral no I Congresso Internacional de Neuropsicologia e Neuropsiquiatria. Goiânia, novembro de 2010, p.91;
http://www.congressointernacionaldeneuropsicologia.com/images/Suplemento_01_V04.pdf
5)      Bateria Computadorizada ProA: orientações teóricas, práticas e validação do sistema. Mini curso ministrado no I Congresso Internacional de Neuropsicologia e Neuropsiquiatria. Goiânia, novembro de 2010, p. 24;
http://www.congressointernacionaldeneuropsicologia.com/images/Suplemento_01_V04.pdf

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I SEMINÁRIO BRASILEIRO DE BIOFEEDBACK, São Paulo

I SEMINÁRIO BRASILEIRO DE BIOFEEDBACK

Associação Brasileira de Biofeedback – ABBIO

Data: 27 e 28 de novembro de 2010
Local: Travel Inn Ibirapuera. Rua Borges Lagoa, 1209 – Vila Clementino – São Paulo/SP.
Programação
Sábado 27 de novembro 2010
14hs
Abertura e Boas Vindas
Mini-Cursos
14:30 as 16hs
Tratamento Multidisciplinar ao cliente TDAH unindo Neurofeedback à Psicoterapia
Dra. Nazareth Ribeiro (psicóloga)
16:30 as 18hs
Neurofeedback no auxílio ao tratamento de paciente com atrofia cerebelar
Dr. Kleber Fialho (UFT)
Domingo 28 de novembro 2010

10 as 12hs
Treinamento com Biofeedback da Variabilidade Cardíaca no Gerenciamento de Estresse.
Conferência Internacional: Paul M. Lehrer, PhD, Robert Wood Johnson Medical School-UMDNJ
Mini Cursos
14 as 15:30:
SoftVFC: desenvolvimento de um software gratuito para biofeedback cardiovascular
Msc. July Silveira Gomes (Sina-Psi); Dr. Emílio Takase (INEC – UFSC); Ms. Diego Schmaedech (UFSC)
16 as 17:30
HEG Neurofeedback: Conceito, Tecnologia e Aplicação de treinamento de metabolismo cerebral
Adrian CM Van Deusen, (ITALLIS Neurociências)
Inscrições:
Preencher cadastro em: http://bit.ly/BiofeedEvento2010
Valores:
Presencial – Membro ABBIO: R$50,00
Presencial – Não-Membros ABBIO: R$100,00
Online (não – presencial) para membros e não membros: R$100,00

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Desenvolvimento Cognitivo: do Recém Nascido à Terceira Idade

Desenvolvimento Cognitivo: do Recém Nascido à Terceira Idade
Durante uma das disciplinas do mestrado eu, e outros colegas, escrevemos um livro sobre o desenvolvimento do cérebro. O livro, organizado pelo prof. Dr. Emílio Takase, coordenador do INEC (Inovações Neurotecnológicas para Educação Cerebral – www.educacaocerebral.com) se chama Desenvolvimento Cognitivo do Recém Nascido à Terceira Idade, lançado pela Bookess editora, 2010. O livro é um e-book e pode ser acessado pelo endereço http://www.bookess.com/read/5847-desenvolvimento-cognitivo-do-recem-nascido-a-terceira-idade/
Junto com a naturóloga Fabiana F. M. de Barba, escrevemos o primeiro capítulo “Desenvolvimento Cognitivo: primeira infância”, que vai da página 11 à 19. Você deve colocar o livro em tela cheia para lê-lo. Esse capítulo é focado no desenvolvimento do cérebro social. Abaixo colei alguns trechos desse capítulo. Vale a pena folhear e ler o capítulo dos outros autores. Parabéns a todos pela dedicação e ao prof. Emílio Takase pelo incentivo e persistência nos seus ideais.
“A habilidade de aprender e modificar o próprio comportamento a partir do ambiente social é uma característica marcante nos seres humanos. Essa é uma das primeiras e mais importantes tarefas aprendidas pelos bebês. Ao longo da vida, inúmeros processos neurofisiológicos são mobilizados pelo organismo, possibilitando identificar informações sociais, como expressões faciais, características de objetos ou situações. Neste sentido, o ambiente sócio-familiar e as relações estabelecidas neste espaço influenciam o modo como estes futuros adultos se sentem, pensam, agem e se desenvolvem, tanto do ponto de vista comportamental como neuropsicológico.
O cérebro adulto é um órgão especializado. Isso significa que existem diferentes regiões responsáveis pelo processamento de certos tipos de informações. Assim, do mesmo modo que existem certas regiões mais voltadas para a execução de certas habilidades cognitivas, como a linguagem, também há estruturas mais envolvidas no processamento das informações sociais. O cérebro percebe e reage às informações sociais de maneira diferenciada, em relação aos estímulos não sociais. Assim existem regiões que amadurecem ao longo da infância e, pelo seu envolvimento no processamento de informações e relações sociais, compõem o “cérebro social”.
(…)
O cérebro humano nasce organizado e preparado para a aprendizagem social e para o desenvolvimento do bebê enquanto indivíduo. O potencial de aprendizagem de cada pessoa apresenta características ligadas à espécie (filogenéticas) e características individuais ligadas à herança genética familiar – ontogenéticas. O apego, a dependência dos adultos e a capacidade de socialização são exemplos de comportamentos filogenéticos. As características filo e ontogenéticas só podem se manifestar em interação com o meio social e com o ambiente familiar. Dessa forma, é essencial que os pais, cuidadores e familiares atuem como facilitadores do desenvolvimento do bebê.
Os recém nascidos, inicialmente, reconhecem o rosto de uma pessoa com base nos contornos da cabeça, do cabelo, de características específicas dos olhos, nariz e boca. Nesta fase, a preferência por faces é realizada por estruturas subcorticais. Será necessário o amadurecimento das áreas corticais visuais para o desenvolvimento das habilidades mais sofisticadas de identificação e reconhecimento que exigem precisão e resposta imediata do cérebro. Em bebês com dois meses de idade a área cerebral ativada para o reconhecimento de faces é diferente da área utilizada pelos adultos. Nos primeiros, há a co-ativação de áreas de linguagem e de reconhecimento facial, sugerindo que as aprendizagens sociais e verbais são facilitadas pela interação face-a-face com o interlocutor. Em crianças maiores, o reconhecimento facial ativa áreas que nos adultos são responsáveis pela atenção e direcionamento espacial.
(…)”
Continue sua leitura em http://www.bookess.com/read/5847-desenvolvimento-cognitivo-do-recem-nascido-a-terceira-idade/

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Regulando meu humor através da respiração

Preparei esse breve texto para entregar aos clientes que atendo, como forma de ajudar no processo de treinamento em biofeedback cardiovascular. Espero que seja interessante para vocês também!
Como o meu coração e minha respiração podem me ajudar a regular meu humor?
Os sistemas autonômicos simpático e parassimpático são os responsáveis por regular nossas funções vitais. No dia a dia, em decorrência de diferentes atividades e do ciclo circadiano, nosso organismo regula-se para se adaptar às diferentes situações. Essa regulação se chama homesostase corpórea.
A freqüência cardíaca varia naturalmente de acordo com a respiração (RSA – arritmia sinusal respiratória), com nossas atividades e estados de ativação. No dia a dia, em situações de repouso, há predomínio da ação parassimpática sobre o coração. Sempre que necessário, a ativação simpática desencadeia respostas fisiológicas de reação, que provocam aceleração do batimento cardíaco e aumento da freqüência cardíaca. Essa ação vem ao encontro do princípio de luta ou fuga, mobilizado pelo sistema simpático, sempre que precisamos reagir. A ativação simpática também influencia o sistema endócrino, que afeta o sistema cardiovascular. Permanecer no estado de ativação simpática, sobrecarrega nosso organismo.
Em relação aos transtornos de ansiedade, Kawachi e colegas (1995) investigaram os sintomas de ansiedade em 581 homens saudáveis, através da análise do poder espectral da variabilidade da freqüência cardíaca. Os homens que relatavam mais sintomas de ansiedade fóbica apresentaram, em repouso, frequencia cardíaca mais alta e menor variabilidade da freqüência cardíaca. Conclui-se que a ansiedade está associada a hiperatividade simpática. Em uma pesquisa realizada por Virtanen e colegas (2003), com 71 homens e 79 mulheres de meia-idade, constatou-se que a ansiedade e a hostilidade estão relacionadas à redução da atividade parassimpática e aumento do predomínio simpático.
Treinamento com biofeedback cardiovascular: o principal objetivo é aumentar a variabilidade da freqüência cardíaca, ou seja, a capacidade de modulação cardiovascular em reação a diferentes situações. De modo geral, o aumento da variabilidade da frequencia cardíaca reduz a ativação simpática, causada por estresse e ansiedade excessivas, e aumenta a ativação parassimpática. Além de monitorarem-se as variáveis da freqüência cardíaca, é possível associar a essa técnica de biofeedback o monitoramento da respiração, usando a arritmia sinusal respiratória (RSA) como uma forma de potencializar o efeito do biofeedback cardiovascular. A RSA é uma variação que ocorre no ritmo do coração em função da respiração, aumentando a freqüência cardíaca na inspiração e reduzindo-a na expiração. Ou seja, quando expiramos, diminuímos a freqüência cardíaca e aumentamos a influencia parassimpática no organismo.
O que fazer e como fazer: o alvo do RSA biofeedback é focar a atenção na expiração, buscando um estado de relaxamento. O pulmão é um órgão oco, em que o ar entra e sai, em função da compressão e expansão diafragmática. Desse modo, o diafragma se expande, proporcionando a entrada de ar nos pulmões, e se contrai, impulsionando o ar para fora. Conforme o ar entra no organismo, há um leve movimento de expansão, que pode ser sentido quando apoiamos nossa mão em cima da barriga. Quando o ar sai, sentimos um leve movimento no sentido contrário (barriga para dentro). Quando estamos relaxados, esse movimento é leve e fluido; quando estamos agitados, a respiração fica curta e o movimento com menor amplitude.
O processo consiste em tentar expirar (colocar o ar para fora) durante o dobro de tempo da inspiração. A taxa 6:3 (expirar contanto até 6 e inspirar contando até 3)  parece ser uma faixa agradável para a maioria das pessoas. Mas o ideal é que cada um consiga perceber qual a sua própria faixa.
Treine 1x por dia; no início, faça quanto tempo conseguir, e tente prolongar o período de treino por até 20 minutos. Lembrando que no início pode ser meio desconfortável, e que a tendência é “inflar” ao máximo, quando inspiramos. Mas não force muito. Tente fazer ao contrário… Tente esvaziar bastante, e depois apenas deixe o ar entrar o quanto for necessário.
Cuidado para não hiperventilar, e não forçar demais.
Som ambiente sempre ajuda.
Bom treino.

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Curso ProA 2011: Avaliação Neuropsicológica Computadorizada

Serviço Integrado de Neurociências Aplicada e Psicologia – Sina-Psi

Oferece curso:

ProA – Avaliação Neuropsicológica Computadorizada:

Fundamentos teóricos e práticos da bateria de monitoramento cognitivo ProA.

Tarefas ProA

Objetivo:
Instrumentalizar profissionais das áreas da saúde e educação para utilização do sistema de monitoramento cognitivo computadorizado ProA[1].
Público alvo:
Psicólogos, Psicopedagogos, Educadores Físicos, Fisioterapeutas e áreas afins.
Programação:
 
Manhã
– O que é ProA?
– Conhecendo o sistema
-acesso
– cadastro de clientes
– instruções e aplicação
– As tarefas ProA:
– cérebro e funções cognitivas
– bases teóricas das tarefas
Tarde
– Compreendendo os indicadores ProA
– propriedades psicométricas
– indicadores do relatório
– Estudos de caso;
Data: 02 de abril de 2011[2].
Duração: 8hs.
Local: Em Florianópolis, hotel a definir. Temos disponibilidade de promover o curso na sua cidade! Maiores informações pelo email july@sina-psi.com
 
 
Inscrições e informações:
As inscrições devem ser realizadas através do email july@sina-psi.com, informando-se os dados a seguir. Um email será enviado aos interessados dentro de 48hs após o recebimento da solicitação de inscrição com os dados para pagamento. A inscrição será efetuada após o recebimento da confirmação de pagamento.
Dados
* Nome completo:
* CPF:
* Email:
Valor e condições de pagamento:
Valor do curso: R$390,00
Pagamento através de depósito bancário, boleto ou cartão de crédito.
* ao inscrever-se no curso o participante ganha 1 licença de ProA GRATUITAMENTE[3]*
Equipe Sina-Psi:
July Silveira Gomes
Formação: graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, Mestre em Psicologia Cognitiva pela mesma instituição. Sócia e diretora da empresa Sina-Psi.
Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/8757072838117158
Email: july@sina-psi.com
Caroline Di Bernardi Luft
Formação: Doutoranda em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Santa Catarina. Traduziu, adaptou e validou a bateria CogState (www.cogstate.com) para o uso no Brasil. Sócia e diretora científica da empresa Sina-Psi.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8901770549858443
Email: caro@sina-psi.com
Daniel Priori
Formado em Processamento de Dados na Horácio Berlinck – Jaú – SP e graduando em Cinema na Universidade Federal de Santa Catarina. Sócio e diretor de tecnologia Sina-Psi.
Email: danpriori@sina-psi.com
Apoio:
INEC – Inovações Neurotecnológicas para Educação Cerebral, coordenado pelo prof. do Dept. de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina Dr. Emílio Takase.
www.educacaocerebral.com
Conheça ProA
www.sina-psi.com/proa


[1] ProA é um sistema que avalia o desempenho em tarefas e apresenta os dados em formato de relatório de desempenho. Não é um teste psicológico, não fornece diagnósticos e não deve ser usado para tais finalidades. Maiores informações sobre testes psicológicos podem ser obtidos através do site: http://www2.pol.org.br/satepsi/sistema/admin.cfm
[2] A data do curso pode sofrer alterações, em função do número mínimo de participantes. Todas as alterações serão comunicadas via email.
[3] Licença “profissional sênior”, com duração de 2 meses.
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As funções executivas e desempenho escolar em matemática

Ah, esse cérebro que funciona tão bem para algumas coisas e nem tanto para outras…
Ele é capaz de fazer cálculos maravilhosos instantaneamente! Por exemplo, na hora de atravessar a rua, é possível perceber a velocidade do carro que está vindo, calcular a distância entre o carro e o nosso corpo, imaginar nossa velocidade de caminhada, juntar tudo isso e, numa fração de segundos, tomarmos nossa decisão de atravessar, ou não, a rua. E esse processo é quase instantâneo. Basta olhar e já temos um palpite sobre atravessar ou não.
O cérebro está apto para fazer certos tipos de “cálculos” automaticamente, desde muito cedo. Se você colocar um conjunto de 20 biscoitos de chocolate em um lado de uma mesa, e colocar um conjunto com 10 do outro lado e perguntar para uma criança, que ainda não tenha aprendido a falar, qual ela prefere, ela será capaz de discriminar qual tem mais e fará sua escolha baseada nessa percepção.
Mas ao iniciarem a fase escolar, algumas crianças apresentam muito mais dificuldades que outras para acompanharem a turma. Essa dificuldade pode ser generalizada ou pode estar mais relacionada a algumas disciplinas. Para algumas crianças e adolescentes, com o passar dos anos, essa dificuldade pode ficar mais específica e evidente. Outras crianças, no entanto, conseguem superá-las.
Mas qual habilidade cerebral influencia no desempenho escolar?
A resposta a essa pergunta é bem complexa, e deve considerar uma série de fatores, que podem ser específicos à criança ou mais gerais, em função da faixa etária, diagnóstico e ambiente educacional.
Vou me deter aqui aos achados que a equipe Sina-Psi obteve através de uma pesquisa que está sendo realizada junto ao Colégio Salesiano, Itajaí-SC , relacionando as notas dos 5 alunos com  melhor rendimento e dos 5 com maiores dificuldade (menores notas) na disciplina de matemática, em todas as turmas a partir do 5º. ano, e o desempenho desses alunos nas tarefas cognitivas do sistema ProA.
Verificou-se que as principais variáveis do ProA juntas, conseguem predizer aproximadamente 90% dos casos com dificuldade e facilidade. Ou seja, os alunos com as melhores notas, tiveram bom-excelente desempenho nas tarefas ProA e os alunos com mais dificuldades, tiveram o desempenho prejudicado principalmente nas duas tarefas de funções executivas (atenção seletiva e memória de trabalho).
Isso mesmo!!! Das 4 tarefas que compõem o sistema ProA – atenção seletiva, memória de trabalho, habilidade visuo-espacial e habilidade aritmética – as que mais apresentaram correlação com o desempenho em matemática foram atenção seletiva e memória de trabalho, seguidas da habilidade visuo-espacial. O desempenho na tarefa de aritmética foi o que menos teve correlação com as notas escolares em matemática.
Veja os indicadores gerais de desempenho de um aluno, como exemplo:
a) Aluna da 6ª. série, 12 anos. Ela apresenta baixo desempenho em matemática.
Nas tarefas ProA, seu desempenho em aritmética está dentro do esperado para a faixa etária ( seu escore foi 0,37; a referência de esperado é -1 ou +1 desvio padrão em relação à média). Já nas tarefas de atenção e memória de trabalho, seu desempenho está abaixo da média para a sua faixa etária (-1,90 e -1,72 desvios padrões, respectivamente).

Desempenho geral de aluna 12 anos nas tarefas ProA

Por que as funções executivas influenciaram mais o desempenho em matemática que a habilidade aritmética?
As funções executivas (FE) são funções desempenhadas pelos lóbulos frontal e pré-frontal do nosso cérebro e que facilitam nossa adaptação diária. Possibilitam o planejamento e organização do comportamento, inibindo respostas ou atrasando recompensas. As FEs são consideradas processos cognitivos superiores de controle e regulação, responsáveis pela interação contínua entre mecanismos comportamentais automatizados (que implicam “baixo” processamento cognitivo) e comportamentos orientados para meta (considerados de “alto” processamento cognitivo). A atenção seletiva e a memória de trabalho são FE básicas, e são consideradas a base para o desenvolvimento das FE superiores, como tomada de decisão e pensamento estratégico.
A atenção seletiva é a capacidade de selecionar um estímulo ao qual focar atenção em detrimento de outro(s), e a tarefa de cores e palavras de Stroop é considerado um experimento clássico para verificar o desempenho da atenção seletiva. Veja abaixo o experimento original de Stroop e a tarefa de atenção seletiva ProA.
Tarefa clássica Stroop

Tarefa de atenção seletiva ProA

A memória de trabalho é a capacidade de armazenar e manipular informações em função de alguma meta ou objetivo e envolve processos como reter a informação por um breve período de tempo e resgatar essas informações para serem utilizadas. Veja abaixo a tarefa de memória de trabalho ProA.
Tarefa de memória trabalho ProA

O lobo frontal, que é a região mais requisitada em tarefas de funções executivas e seu processo de amadurecimento ocorre até o final da adolescência e início da fase adulta. Sendo assim, é normal e esperado que, quanto mais jovem for a criança, maior a dificuldade em ter “comportamentos executivos”.
Voltando ao exemplo da criança e dos biscoitos de chocolate, comentado acima: Se você chegar para um adolescente e perguntar se ele prefere os 20 biscoitos imediatamente ou se ele prefere esperar para comer apenas 1 biscoito após a janta e assim ganhar uma quantia em dinheiro (reforço), ele provavelmente escolherá a segunda opção, enquanto que a criança muito nova permanecerá com a primeira opção.
Para a criança é muito mais difícil ter esse controle inibitório. Na situação descrita, entendemos que o adolescente já adquiriu a noção do valor do dinheiro e que a criança ainda não e, por isso, para ele é mais fácil aguardar para receber a recompensa. Mas mesmo que você proponha para um criança 1 biscoito agora ou 5 após a janta, dependendo da idade ela vai querer o biscoito agora {e muito provável que queira os outros 5 também (risos)}.
A relação entre as FE e a aprendizagem matemática tem sido apontada por diferentes autores (veja a lista de referência abaixo). Para o aluno ter um bom desempenho escolar em matemática, seu raciocínio precisa ir além da noção de quantidade (onde te mais biscoitos) e também além da compreensão aritmética (2+2=4).
Ele precisa acompanhar o raciocínio do professor, selecionar as partes da explicação que são mais importantes, relacionar aquilo que o professor está falando com informações que já existem na sua memória, construir abstrações sobre os números e suas relações, sem que aparentemente essas informações tenham aplicabilidade prática na sua vida…. ufa
Você pode estar pensando que todos nós passamos por tudo isso em diversas situações de aprendizagem… e para o jovem em idade escolar esses processos são necessários em outras disciplinas também.
Eu concordo. E o que a pesquisa realizada pela equipe Sina-Psi destaca é que as FE executivas são fundamentais nos processos de aprendizagem escolar, inclusive na matemática, e que o baixo desempenho em tarefas executivas, como as propostas pela ProA, tem papel um papel muito forte no desempenho escolar do aluno. Mesmo que ele compreenda a aritmética básica, mesmo que ele saiba que “4+7-2=9”, para realizar esses cálculos mentalmente, para realizar operações matemáticas mais complexas, para resolver problemas e desenvolver o raciocínio matemático, ele requisita as FE.
Assim, é interessante que o profissional que lide com educação conheça os processos cerebrais envolvidos na aprendizagem de sua disciplina, a fim de desenvolver diferentes técnicas para ensinar da forma como o aluno aprende melhor.
ProA não fornece diagnóstico e não é uma avaliação psicológica. Ele é um sistema que reúne tarefas computadorizadas que ajuda os profissionais a compreenderem os processos cognitivos dos alunos a fim de permitir uma intervenção educativa mais eficaz para as suas características. Por exemplo: se um aluno tem dificuldade na memória de trabalho, ele possivelmente poderá apresentar problemas na matemática por não conseguir recordar os passos na hora em que está fazendo o cálculo (o aluno perde tempo “voltando” no raciocínio).  O professor que sabe isso, pode ajudar o aluno utilizando técnicas que facilitem recordar na hora em que é executado. Se o aluno tem boa habilidade visuo-espacial, pode utilizar enfatizar dimensões, organizar as informações em fluxogramas para facilitar para o aluno.  Também é interessante exercícios que reforcem essa função cognitiva.
Referências:
Alvarez, J. A., & Emory, E. (2006). Executive function and the frontal lobes: a meta-analytic review. Neuropsychol Rev, 16(1), 17-42.
Ardila, A. (2008). On the evolutionary origins of executive functions. Brain Cogn, 68(1), 92-99.
Baddeley, A. (1992). Working memory. Science, 255(5044), 556-559.
Baddeley, A. (1998). Recent developments in working memory. Curr Opin Neurobiol, 8(2), 234-238.
Baddeley, A. (2003). Working memory: looking back and looking forward. Nat Rev Neurosci, 4(10), 829-839.
Baddeley, A. (2010). Working memory. Curr Biol, 20(4), R136-140.
Butterworth, B. (2005). The development of arithmetical abilities. J Child Psychol Psychiatry, 46(1), 3-18.
Chan, R. C., Shum, D., Toulopoulou, T., & Chen, E. Y. (2008). Assessment of executive functions: review of instruments and identification of critical issues. Arch Clin Neuropsychol, 23(2), 201-216.
Dehaene, S., Molko, N., Cohen, L., & Wilson, A. J. (2004). Arithmetic and the brain. Curr Opin Neurobiol, 14(2), 218-224.
Dehaene, S., Spelke, E., Pinel, P., Stanescu, R., & Tsivkin, S. (1999). Sources of mathematical thinking: behavioral and brain-imaging evidence. Science, 284(5416), 970-974.
Falleti, M. G., Maruff, P., Collie, A., & Darby, D. G. (2006). Practice effects associated with the repeated assessment of cognitive function using the CogState battery at 10-minute, one week and one month test-retest intervals. J Clin Exp Neuropsychol, 28(7), 1095-1112.
Garavan, H., Ross, T. J., Li, S. J., & Stein, E. A. (2000). A parametric manipulation of central executive functioning. Cereb Cortex, 10(6), 585-592.
Gilbert, S. J., & Burgess, P. W. (2008). Executive function. Curr Biol, 18(3), R110-114.
Jonides, J., Lacey, S. C., & Nee, D. E. (2005). Processes of Working Memory in Mind and Brain. Current Directions in Psychological Science, 14(1).
Macleod, C. M. (1992). The Stroop Task: The “Gold Standard” of Attentional Measures. Journal of Experimental Psychology: General, 121(1), 12-14.
MacLeod, C. M. (2005). The Stroop Task in Cognitive Research. Cognitive methods and their application to clinical research. In A. Wenzel & D. Rubin (Eds.), Cognitive methods and their application to clinical research. (pp. 17-40). Washington, DC, US: American Psychological Association.
MacLeod, C. M., Dodd, M. D., Sheard, E. D., Wilson, D. E., & Bibi, U. (2003). In Opposition to Inhibition. In B. H. Ross (Ed.), The psychology of learning and motivation: Advances in research and theory. (Vol. 43, pp. 163-214). New York, NY, US.: Elsevier Science.
Tanji, J., & Hoshi, E. (2008). Role of the lateral prefrontal cortex in executive behavioral control. Physiol Rev, 88(1), 37-57.

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Educação Cerebral

Hoje pela manhã fui entrevistada no Bom Dia Santa Catarina, jornal local do estado, sobre Educação Cerebral. Veja a entrevista no site:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=WaA9s-lQf9Q]

Confesso que o tempo foi curto para expor as idéias sobre Educação Cerebral. Hoje, não existe um consenso sobre o que é educação cerebral, qual a diferença entre educação cerebral e “neuróbica” (ginástica cerebral).

Em parceria com o INEC (Inovações Neurotecnológicas para Educação Cerebral) temos desenvolvido propostas e metodologias de intervenção que foquem a integração entre os aspectos fisiológicos, as características cognitivas e os estados psico-emocionais das pessoas.

O INEC tem realizado trabalho com atletas pertencentes à CBT (Confederação Brasileira de Tênis), além das pesquisas de graduação e pós-graduação. No próximo semestre está previsto um espaço para Educação Cerebral com base no biofeedback VFC (veja o post anterior sobre o tema para entender melhor).

A Sina-Psi, empresa parceira do INEC e da qual sou sócia, tem desenvolvido ferramentas para monitoramento e treinamento cognitivo. Atualmente, já está disponível o software de monitoramento cognitivo ProA, para uso profissional.

Através desse sistema, é possível avaliar o desempenho cognitivo de maneira segura, divertida e cientificamente validade, ajudando os profissionais a compreenderem melhor quais habilidades cognitivas são mais ou menos desenvolvidas. Assim, é possível preparar estratégias de educação cerebral mais adequadas para cada pessoa.

ProA também está sendo utilizado para monitoramento cognitivo de atletas do Juventude Esporte Clube , para identificação de treinamento excessivo e fadiga.

Já no Colégio Salesiano (Itajaí) ProA está sendo usado para monitorar o desempenho cognitivo de alunos a partir da 4ª. série até o 2º. Ano do ensino médio. Os resultados serão correlacionados com o desempenho escolar e, assim, os professores poderão desenvolver estratégias mais adequadas com o perfil de cada aluno.

Na clínica, tenho procurado aplicar esses conhecimentos, usando os sistemas e metodologias inovadoras desenvolvidos pela Sina-Psi e INEC.

A Educação Cerebral é uma proposta diferenciada de olhar os processos de aprendizagem e organismo humano e a forma de educar. Cada pessoa possui um organismo completo: cérebro, corpo e mente. Olhando de uma forma integrada, percebemos que tanto o corpo quanto a mente reagem a partir dos estímulos enviados pelo nosso cérebro e esse reage a partir dos estímulos do meio externo (ambiente) e interno (cognição).

Ao fazer “caça palavras” todos os dias, é bem provável que a pessoa ficar fera em caça palavras, talvez até amplie o seu vocabulário, se procurar descobrir as palavras que não sabe e explorar novos significados.

Mas educar o cérebro envolve muito mais que isso. Além de fazer exercícios cognitivos, de procurar aprender coisas novas, de realizar atividades que mantenham o cérebro ativo, é importante se ter hábitos saudáveis que contribuam para o bom funcionamento do organismo como um todo.

Segue então algumas dicas gerais para bom funcionamento cerebral:

  • Aumente o equilíbrio entre os sistemas autonômicos (veja mais no post “Equilíbrio Corpo e Mente” e “Variabilidade da Frequencia Cardíaca e Biofeedback);
  • Combata o sedentarismo: ninguém precisa ser atleta, mas é fundamental “se mexer”. Caminhe sempre que possível, use escadas, coloque o corpo para funcionar;
  • Tenha um sono restaurador: o sono é importante para a consolidação de memórias e para o bom funcionamento cerebral ao longo do dia. Os processos cognitivos são seriamente afetados pela privação do sono.
  • A alimentação também é importante: peixes e frutos do mar, especialmente o salmão, carnes, lacticínios, feijão, frutas – abacate (vitamina E), laranja (vitamina C) – e folhas verdes são excelentes nutrientes para o cérebro.
  • Auto-conhecimento: observe seu ritmo de falar, de respirar, seus batimentos cardíacos em situações tranqüilas e em situações de estresse. Quanto mais você perceber como você funciona, melhor será sua relação com seu organismo;

Abaixo tem 2 links de laboratórios sérios que também tem desenvolvido pesquisas na área e apresentam jogos cognitivos para entretenimento:

http://cognitivelabs.com/

http://www.fitbrains.com/

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Como posso utilizar ProA na minha profissão?

 Aritmética
Tarefa de Atenção Seletiva da bateriaProA
Atenção Seletiva
Memória Trabalho
Visuo-Espacial

ProA é um sistema de monitoramento cognitivo com foco na identificação do desempenho cognitivo nas seguintes

habilidades: atenção seletiva, memória de trabalho, habilidade visuo-espacial e habilidade aritmética.

Os resultados obtidos através da aplicação do software ProA podem ser utilizados de diferentes forma. Abaixo, exemplificamos um estudo de caso de como os indicadores do relatório ProA podem ser utilziados na identificação e monitoramento cognitivo na área clínica da psicologia, neuropsicologia ou psicopedagogia.

ESTUDO DE CASO:
O caso apresentado é sobre um cliente de 10 anos de idade, com dificuldades no aprendizado da matemática. Associada a essa dificuldade, foi relatado que a criança tem dificuldade em prestar atenção, nem sempre conseguindo completar as tarefas por não entendê-las. Não apresenta problemas de relacionamento com colegas e familiares. Observe no gráfico dos indicadores gerais indícios de que a memória de trabalho está prejudicada, uma vez que ele está 2.2 desvios-padrão abaixo da média de referência da sua idade. A habilidade aritmética também está abaixo da média, o que justifica sua dificuldade, vinculada às operações aritméticas básicas. A sua atenção seletiva também está um pouco abaixo da média, mas ainda assim está dentro do esperado. A habilidade visuo-espacial está acima da média, o que reforça ainda mais a hipóteses de que a dificuldade no raciocínio aritmético pode estar ocorrendo em função da baixa eficiência na memória de trabalho.
Gráfico 12. Gráfico de desempenho geral tarefas ProA – estudo de caso.

Observando-se os indicadores de tendência cognitiva, verifica-se que, apesar de o desempenho no teste de atenção seletiva estar abaixo da média nos indicadores gerais, o cliente apresenta velocidade e estabilidade dentro do considerado normal, mas a acurácia de resposta prejudicada. Esses resultados sugerem que esse cliente apresentou dificuldade em responder corretamente nas tarefas de atenção seletiva e memória de trabalho, o que pode ser um indicativo de dificuldade nessas habilidades em si, característico de transtorno do déficit de atenção, com ou sem hiperatividade (TDA ou TDAH).
Tabela 3: Tendências Cognitivas Gerais: Velocidade, Acurácia e Estabilidade

Considerando-se que os indicadores de tendência são obtidos a partir dos dados das duas primeiras tarefas, é interessante observar mais atentamente o desempenho dos indicadores nas tarefas específicas. A partir do desempenho geral, temos a variável relacionada à atenção seletiva está abaixo da média, e acurácia muito abaixo do esperado. Observe o gráfico, com base no que você aprendeu na explicação do manual, e tente interpretar os resultados na atenção seletiva.

Gráfico 13.
Desempenho cognitivo nos níveis da tarefa Atenção Seletiva – estudo de caso

Como você pode observar, o desempenho no nível 1 foi dentro do esperado, o que indica que a velocidade de resposta e nomeação da cor estão normais (lembre-se, o nível 1 serve como uma linha de base da velocidade de resposta do sujeito à uma tarefa simples, que consiste em visualizar uma cor e nomeá-la clicando no botão com o respectivo nome). No nível 2 o sujeito deve inibir leitura da palavra e realizar a mesma tarefa de nomeação da cor, e é justamente nesse nível que se observa uma queda no desempenho desse cliente. Observe que o efeito stroop está 1.03 desvios-padrão abaixo da média, o que indica uma dificuldade na habilidade de inibir um estímulo e selecionar outro, relevante à tarefa.
Ressalta-se também que as respostas foram bastante estáveis (sua velocidade de reposta foi similar em todas as tentativas), o que indica uma dificuldade específica ao filtro do estímulo e não necessariamente na consistência entre as tentativas. No nível 3, com pressão, o cliente continuou com o efeito stroop abaixo da média, mas dentro do esperado, 0.49 desvios-padrão abaixo da média. Os demais indicadores melhoraram, o que indica um efeito positivo da pressão no seu desempenho. Ressalta-se que pessoas com níveis de ativação muito baixos têm maior probabilidade de melhorar o desempenho quando são pressionadas, considerando a teoria sobre a relação entre ativação e desempenho do U invertido (Arent & Landers, 2003).
O gráfico e a tabela de erros, a seguir, mostram seu desempenho na memória de trabalho. Tente agora analisar os resultados do próximo gráfico a partir da explicação e do exemplo fornecido anteriormente. Você consegue interpretar esses resultados?
Gráfico 14. Desempenho cognitivo nos níveis da tarefa Memória de Trabalho – estudo de caso.

Tabela 4: Erros na tarefa Memória de Trabalho – estudo de caso.

No nível 1, o cliente apresentou desempenho dentro do esperado, em todos os indicadores. No entanto, os seus resultados no nível 2 indicam que ele está -2.20 desvios-padrão abaixo da média para a sua idade (gráfico) e que o seu número de erros foi bastante elevado para a sua idade (9 erros, referência para “prejudicado” é mais de dois erros). No nível 3 o seu desempenho melhorou um pouco, mas o número de erros (olhar na tabela), continua elevado para a faixa etária.
Se você comparar os resultados da tarefa de atenção seletiva com os resultados da memória de trabalho, perceberá que ele teve um desempenho pior na memória de trabalho em relação à atenção seletiva. Hoje em dia, sabe-se que um dos principais fatores para aprender matemática é a memória de trabalho (Berg, 2008; Hitch, 1978; Imbo, Duverne, & Lemaire, 2007). Um estudo (McLean & Hitch, 1999) com crianças com dificuldade na aprendizagem da matemática demonstrou que a memória de trabalho visuoespacial (que é mensurada no ProA) é a principal variável que diferencia as crianças que tem facilidade e dificuldade na realização de operações aritméticas, de forma que o grupo com dificuldade em matemática foi o que teve o pior desempenho em memória de trabalho visuo-espacial. O interessante é que esses grupos não apresentaram diferenças em relação a outros tipos de memória de trabalho.
A seguir temos o gráfico com os resultados desse cliente para a tarefa de habilidade visuo-espacial. Analise-o, procurando interpretar seu desempenho nos três níveis dessa tarefa.
Gráfico 15. Desempenho cognitivo nos níveis da tarefa Visuo-Espacial  – estudo de caso.

Observa-se que o desempenho do cliente nos níveis 1, 2 e 3 está acima da média, especialmente nas variáveis desempenho geral e velocidade. A acurácia melhora no nível três, o que reforça os achados anteriores de que a pressão exerce uma influência positiva na sua acurácia. No entanto, para melhorar a acurácia no nível três o cliente precisou responder mais devagar, dada a queda na sua velocidade de resposta. Alguns estudos (Grabner, et al., 2009; Ward, Sagiv, & Butterworth, 2009) demonstram que a habilidade visuo-espacial é essencial para realizar operações aritméticas com eficiência. No entanto, a habilidade visuo-espacial não está prejudicada nesse cliente e, portanto, não é algo que esteja afetando sua aprendizagem em matemática. Essa análise ajuda a identificar, também, que uma das formas eficazes de processamento de informações, realizada por esse cliente, é visuo-espacial, e isso pode contribuir na seleção de estratégias de ensino que o ajudem a utilizar esse recurso para realizar cálculos.
Os resultados desse cliente para a tarefa de habilidade aritmética são apresentados a seguir.
Gráfico 16. Desempenho cognitivo nos níveis da tarefa Aritmética – estudo de caso

Como você deve ter observado no gráfico, seu desempenho foi ruim na tarefa de aritmética, pois os valores nos três indicadores estão mais de um desvio-padrão abaixo da média. No nível 2, quando a dificuldade da tarefa aumenta, o desempenho cai bastante, o que indica a dificuldade específica em organizar mentalmente os cálculos, o que é evidenciado pelo indicador com o maior valor negativo: a eficiência.
Esse resultado indica que o cliente está realizando muitas operações para cálculos que exigiriam poucos cliques, ou seja, está com dificuldade em realizar os cálculos mentalmente, antes de executá-lo na tarefa. Uma hipótese é que a principal estratégia que ele esteja usando seja a tentativa e erro, e não a elaboração mental do raciocínio aritmético. Adicionalmente, pode-se notar que o cliente melhorou no nível três, quando foi pressionado pela bomba e marcador de tempo. Da mesma forma que nas outras tarefas, a pressão exerceu um efeito positivo no seu desempenho. Esses resultados na aritmética confirmam a dificuldade do aluno em aprender matemática, que parece também estar associada à sua baixa habilidade de fazer operações aritméticas mentalmente, de forma eficaz.
Através do gráfico de desempenho por tentativas da tarefa de atenção seletiva, é possível observar que o desempenho foi mais estável no nível 1 (resposta de identificação simples). No nível 2 (em azul), o sujeito apresentou grandes oscilações de velocidade de resposta e cometeu dois erros, um na oitava tentativa e outro na décima quinta. No nível 3, sob pressão, ele reduziu os tempos de resposta e manteve maior estabilidade, sem errar. Esses dados reforçam que esse cliente reage bem sob pressão.
Gráfico 17. Desempenho por tentativa nos níveis da tarefa Atenção Seletiva – estudo de caso

Conforme esperado devido à observação dos gráficos anteriores, o gráfico de desempenho por tentativas da tarefa de memória de trabalho demonstra que o cliente errou bastante na tarefa de memória de trabalho. Note que a observação e a análise dos níveis, nesse gráfico, ficam dificultadas devido à sobreposição das linhas e ao excesso de marcadores de erro. Para melhorar a visualização, o ideal é selecionar o nível que deseja visualizar, um por vez. Como esse manual apresenta as figuras estáticas, foram selecionadas as imagens de cada nível separadamente.
Gráfico 18. Desempenho por tentativa nos níveis da tarefa Memória de Trabalho

Observe que no gráfico do nível 1 do jogo de memória houve só um erro, cometido no início da bateria, na segunda tentativa.
Gráfico 19. Desempenho por tentativa no nível 1 da tarefa Memória de Trabalho – estudo de caso

No nível dois, onde o número de itens aumenta para quatro, se observa um maior número de erros, que não estão localizados nem no fim nem no inicio da bateria, sugerindo um problema na memória de trabalho que não está relacionado com aprendizagem da tarefa, nem com fadiga de execução da bateria.
Gráfico 20. Desempenho por tentativa no nível 2 da tarefa Memória de Trabalho – estudo de caso

No nível 3, com a pressão, observa-se uma melhora do desempenho do cliente, que comete menos erros, concentrados no início da bateria (com exceção de um na tentativa 14). Isso reforça os outros indicadores que a resposta do cliente melhora sob pressão, que parece contribuir positivamente para a sua performance.
Gráfico 21. Desempenho por tentativa no nível 3 da tarefa Memória de Trabalho – estudo de caso

Ao analisar-se os gráficos por tentativa na habilidade visuo-espacial, pode-se notar que ele teve praticamente o mesmo número de erros em cada nível, 4 nos dois primeiros e 3 no último. Observa-se também que os tempos de resposta oscilaram mais no nível 1, estabilizaram até a tentativa 7 do nível dois e subiram no nível 3, que foi o nível com menos erros. Como observamos nos gráficos anteriores desse cliente, a habilidade visuo-espacial pode ser considerada o ponto forte das funções cognitivas mensuradas e, dessa forma, menos energia será gasta na interpretação dessa parte do relatório.
Gráfico 22. Desempenho por tentativa, separados por níveis, da tarefa Visuo-Espacial

A seguir, pode-se analisar o desempenho apenas no nível 3, sob pressão. Observa-se que o desempenho nas tarefas de atenção e memória de trabalho (executivas) melhorou bastante sobre pressão, enquanto as outras duas permaneceram semelhantes. Uma possibilidade que explica esse resultado seria que, em função de esse cliente ter o nível de ativação cortical (arousal) muito baixo, sob pressão ele consegue ativar-se e desempenhar melhor na tarefa, o que costuma ser verificado em crianças com TDA (Brennan & Arnsten, 2008).
A análise de todos os resultados desse cliente indica que a sua dificuldade na aprendizagem da matemática está vinculada principalmente à memória de trabalho. A atenção seletiva também mostrou um funcionamento abaixo do esperado, o que também indica que há necessidade de ficar atento a essa função. A habilidade visuo-espacial é o forte desse cliente, e por isso, algumas estratégias de ensino podem utilizar-se dessa habilidade para facilitar a aprendizagem da matemática nesse cliente.
Referências
Arent, S. M., & Landers, D. M. (2003). Arousal, anxiety, and performance: a reexamination of the Inverted-U hypothesis. Res Q Exerc Sport, 74(4), 436-444.
Berg, D. H. (2008). Working memory and arithmetic calculation in children: the contributory roles of processing speed, short-term memory, and reading. J Exp Child Psychol, 99(4), 288-308.
Brennan, A. R., & Arnsten, A. F. (2008). Neuronal mechanisms underlying attention deficit hyperactivity disorder: the influence of arousal on prefrontal cortical function. Ann N Y Acad Sci, 1129, 236-245.
Chen, M. C., & Lin, H. J. (2009). Self-efficacy, foreign language anxiety as predictors of academic performance among professional program students in a general English proficiency writing test. Percept Mot Skills, 109(2), 420-430.
Grabner, R. H., Ischebeck, A., Reishofer, G., Koschutnig, K., Delazer, M., Ebner, F., et al. (2009). Fact learning in complex arithmetic and figural-spatial tasks: the role of the angular gyrus and its relation to mathematical competence. Hum Brain Mapp, 30(9), 2936-2952.
Hitch, G. J. (1978). The role of short-term working memory in mental arithmetic. Cognitive Psychology, 10(3), 302-323.
Imbo, I., Duverne, S., & Lemaire, P. (2007). Working memory, strategy execution, and strategy selection in mental arithmetic. Q J Exp Psychol (Colchester), 60(9), 1246-1264.
McLean, J. F., & Hitch, G. J. (1999). Working memory impairments in children with specific arithmetic learning difficulties. J Exp Child Psychol, 74(3), 240-260.
Ward, J., Sagiv, N., & Butterworth, B. (2009). The impact of visuo-spatial number forms on simple arithmetic. Cortex, 45(10), 1261-1265.

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Variabilidade da Frequencia Cardíaca e Biofeedback

SENTIMENTO é a linguagem que o coração usa quando precisa mandar algum recado… (autor desconhecido).

O coração tem uma linguagem própria. Apesar de a neurociência já ter demonstrado que o cérebro é o responsável pelo processamento das informações afetivas e dos sentimentos, é fato que o ritmo do nosso coração reflete nosso estado afetivo. Não é sem razão o comentário popular de que aqueles que sofrem por amor estão com o coração apertado, não é?
São inúmeras as investigações científicas acerca do funcionamento cardíaco e sua relação com estados de humor e estados psicológicos (veja a lista de referências no final desse post). A análise dos intervalos entre os batimentos cardíacos, conhecida como variabilidade da freqüência cardíaca, permite extrair diferentes informações sobre o balanço autonômico, ou seja, o equilíbrio entre nossos sistemas de ativação (sistema nervoso simpático, conhecido como sistema de luta ou fuga) e de repouso (sistema parassimpático, conhecido como sistema de repouso e digestão). No dia a dia, em situações de repouso, há predomínio da ação parassimpática sobre o coração. Sempre que necessário, a ativação simpática desencadeia respostas fisiológicas de reação, que provocam aceleração do batimento cardíaco.
A literatura aponta que a VFC é um bom indicador do funcionamento autonômico e um importante preditor do risco de morte para pessoas que sofrem de doenças cardíacas e coronárias (Task Force 1996; Stein and Kleiger 1999; Sved 1999). Além disso, exisite certa relação entre algumas dessas variáveis e transtornos psiquiátricos (Cohen, Matar et al. 1999; Cohen, Benjamin et al. 2000; Kemp, Malhotra et al. 2003; Henry, Minassian et al. 2009; Kemp, Quintana et al. 2010). Veja abaixo o que os artigos científicos tem mostrado:
software variabilidade frequencia cardiaca
– Cohen e colaboradores (1999), em sua revisão, apontam que pessoas com esquizofrenia sob efeito de medicação, principalmente a clozapina, apresentam elevada freqüência cardíaca e baixa variabilidade da freqüência cardíaca. Acredita-se que, nesses pacientes, a diminuição da VFC esteja vinculada a uma resposta positiva às propriedades colinérgicas desse fármaco;
– Sowden e Hufman (2009) indica que, apesar de a diminuição da VFC ser considerada um fator de risco para doenças cardiovasculares, e em paciente esquizofrênicos estar associada à síndrome metabólica (ganho de peso, diabetes) – o que aumenta os fatores de risco para doenças do coração como infarto do miocárdio – as taxas de mortalidade em pacientes sem tratamento é maior do que para aqueles tratados com essa droga;
– Na pesquisa de Henry e colaboradores (2009) os pacientes internados com esquizofrenia e depressão bipolar apresentam disfunção no balanço entre os sistemas simpático e parassimpático, com indicadores de baixa VFC e reduzida atividade parassimpática (Henry, Minassian et al. 2009);
– A depressão tem sido associada à diminuição da VFC (Kemp, Quintana et al. 2010). Sowden (2009) acrescenta que os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina são os mais indicados para pacientes depressivos com problemas cardiovasculares. Nesse caso, verificam-se indicadores de melhoras no prognóstico de infarto do miocárdio e outros eventos cardíacos.
– De um modo geral, quanto mais severos os sintomas, menor a VFC e, conseqüentemente, maiores os riscos de doenças ou episódios cardiovasculares agudos (Henry, Minassian et al. 2009; Kemp, Quintana et al. 2010).
– Em relação aos transtornos de ansiedade, a baixa VFC tem sido relacionada à hiper-ativação simpática. Esse padrão de hiper-ativação também é encontrado em pessoas com distúrbio de pânico e transtorno de estresse pós-traumático, em repouso.
Como biofeedback cardiovascular pode ajudar a melhorar os sintomas e o meu estado psicológico?
As técnicas de biofeedback são técnicas de treinamento. No caso do biofeedback cardiovascular ou VFC, sensores captam o batimento cardíaco e extraem certas variáveis (através de análises estatísticas). Através de um computador, esses sinais são mostrados de alguma forma para o usuário: sob a forma de gráficos ou associado à mídias (nesse caso a mídia funciona como um estímulo condicionado).
O processo de auto-regulação evolui de diferentes formas para cada pessoa. De um modo geral, inicialmente a pessoa trabalha para perceber suas sensações, e observa as alterações nos gráficos em função do seu estado de ativação ou relaxamento. Essa associação vai ser fortalecendo, nem sempre de modo consciente, e o usuário aprende a modular essas variáveis. O principal objetivo é aumentar a VFC. Aumentando a VFC, melhora-se o balanço autonômico, refletindo em melhoras na qualidade de vida.

Biofeedback é um método indolor, não medicamentoso, indicado para:

– distúrbios do sono;

– distúrbios de ansiedade;

– síndrome do pânico;

– depressão;

– fobias;

– asma;

– transtornos de atenção;

– problemas cardiovasculares;

– dor crônica;

– fibromialgia;

– distúrbios que afetam sistema autonômico de modo geral;

Referências:
Cohen, H., J. Benjamin, et al. (2000). “Autonomic dysregulation in panic disorder and in post-traumatic stress disorder: application of power spectrum analysis of heart rate variability at rest and in response to recollection of trauma or panic attacks.” Psychiatry Res 96(1): 1-13.
Cohen, H., M. A. Matar, et al. (1999). “Power spectral analysis of heart rate variability in psychiatry.” Psychother Psychosom 68(2): 59-66.
Henry, B. L., A. Minassian, et al. (2009). “Heart rate variability in bipolar mania and schizophrenia.” J Psychiatr Res 44(3): 168-76.
Kemp, A. H., D. S. Quintana, et al. (2010). “Impact of depression and antidepressant treatment on heart rate variability: a review and meta-analysis.” Biol Psychiatry 67(11): 1067-74.
Kemp, D. E., S. Malhotra, et al. (2003). “Heart disease and depression: don’t ignore the relationship.” Cleve Clin J Med 70(9): 745-6, 749-50, 752-4 passim.
Stein, P. K. and R. E. Kleiger (1999). “Insights from the study of heart rate variability.” Annu Rev Med 50: 249-61.
Sved, A. F. (1999). Cardiovascular System. Fundamental Neuroscience. M. J. Zigmond. San Diego, Academic Press: 1051-1061.
Task Force (1996). “Heart rate variability. Standards of measurement, physiological interpretation, and clinical use. Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology.” Eur Heart J 17(3): 354-81.

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Terapia com Biofeedback: uma técnica de auto-regulação para saúde e bem estar

O treinamento em biofeedback é um poderoso processo terapêutico para gerenciamento de sintomas de desordens orgânicas ou relacionadas ao estresse, que desregulam nosso equilíbrio.
O termo Biofeedback é usado em referência aos processos de auto-regulação através da interface homem máquina, em que respostas fisiológicas são monitoradas e o usuário é capaz de aprender a modulá-las e, desse modo, ocorre a auto-regulação.
De modo geral, um conjunto de sensores capazes de monitorar certas respostas fisiológicas é ligado a um computador, que processa esses dados. A auto-regulação ocorre quando, ao visualizar uma interface na tela do computador, a pessoa aprende a modificá-la, ou seja, aprende a modificar também as suas respostas corporais.
Existem vários tipos de biofeedback, vou exemplificar alguns a seguir:

  • GSR biofeedback: o sensor pode ser posicionado na ponta dos dedos das mãos ou dos pés e capta a resposta galvânica da pele ou a resposta de condutividade da pele. Essa resposta corporal é muito sensível a alterações emocionais. Dependendo do nosso estado emocional, transpiramos mais nas mãos e extremidades do corpo, o que altera essa resposta de condutividade. O treinamento em GSR biofeedback é muito recomendado para transtornos de ansiedade e de estresse.
  • Biofeedback termal: Nessa técnica, o sensor também pode ser acoplado nas pontas dos dedos, e capta variações na temperatura das extremidades, através do fluxo sanguíneo de pequenos vasos capilares da pele. Quando ativamos nossas respostas de defesa, como ocorre em situações de estresse, os vasos se contraem e a temperatura tende a cair. Quando estamos mais relaxados, realizando atividades prazerosas e tranqüilas, os vasos dilatam e a temperatura nas extremidades tende a aumentar. Bastante recomendado para pessoas que precisam aprender a relaxar e também no tratamento de distúrbios vasculares específicos.
  • Neurofeedback: Essa modalidade de biofedback ocorre através do monitoramento das respostas cerebrais. Nosso cérebro apresenta padrões de ondas que podem ser captados através da caixa craniana, por sensores posicionados no couro cabeludo. Apresenta alta taxa de sucesso no tratamento e gerenciamento de sintomas de diversos transtornos, incluindo depressão, transtorno de déficit de atenção com ou sem hiperatividade (DDA, TDA, TDAH), transtornos de ansiedade (como síndrome do pânico e transtorno de estresse pós traumático), dentre outros. Esse tema é tão interessante que em breve dedicarei um post apenas para ele.
  • Biofeedback cardiovascular ou VFC biofeedback: Essa técnica de biofeedback trabalha com respostas captadas a partir do batimento cardíaco. Os sinais do coração podem ser captados através de sensores posicionados nas pontas dos dedos, que monitoram também os vasos sanguíneos capilares, ou através de sensores acoplados ao tórax, captando os batimentos cardíacos. Através do monitoramento da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) é possível obter indicadores relacionados ao equilíbrio de nossos sistemas de defesa e relaxamento. Desse modo, é possível inferir sobre nossa capacidade de resiliência, adaptação à atividades físicas e cognitivas, assim como nossa capacidade de relaxamento e bem estar. A terapia envolvendo VFC biofeedback é uma forma fácil e não invasiva de gerenciar transtornos e sintomas relacionados a diferentes estados psicológicos como estresse, ansiedade e depressão. No próximo post, apresentarei pesquisas que indicam alterações no padrão de VFC em certas comorbidades, e como o VFC biofeedback pode ser utilizado nessas situações.

O INEC (Inovações Neurotecnológicas para Educação Cerebral) http://www.educacaocerebral.com/lec/) está realizando um trabalho inovador no monitoramento de respostas cardiovasculares, desenvolvendo o software de monitoramento da variabilidade da freqüência cardíaca. Sou pesquisadora convidada do INEC, e juntos realizamos pesquisas voltadas para o desenvolvimento de tecnologias que possam ser utilizadas na promoção do bem estar, saúde e educação cerebral.
Nos links abaixo é possível ter mais informações sobre biofeedback:
http://www.educacaocerebral.com/biofeedback/
http://www.educacaocerebral.com/monitorvfc/
http://www.cerebromente.org.br/n04/tecnologia/biofeed.htm
E um vídeo sobre o trabalho realizado por uma psicoterapeuta em bostom. Esse é em inglês, quem sabe num futuro breve produzimos um em portugues?!
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=A_Xh8vv1Dds]