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HEG Neurofeedback ou Neurofeedback Hemoencefalográfico

Você sabe o que é HEG Neurofeedback ou Neurofeedback Hemoencefalográfico?
Igor Londero e eu escrevemos um artigo de revisão de literatura sobre HEG neurofeedback, focando nas principais aplicações na área da saúde. Você pode ler o artigo original aqui:
Neurofeedback hemoencefalográfico (HEG): possibilidades de aplicações no campo da saúde
Mas nesse post, eu vou resumir os principais pontos para você!
* O HEG Neurofeedback, assim como as outras técnicas de biofeedback e neurofeedback, atua com base no condicionamento operante. Nesse, padrões fisiológicos são monitorados e, através do mecanismo de retroalimentação biológica, o feedback é fornecido ao usuário que desenvolve a habilidade de se autorregular.
* No HEG Neurofeedback o sinal monitorado (e usado como feedback ao usuário) é baseado na dinâmica sanguínea cerebral. Temos duas modalidades de HEG Neurofeedback, o PIR e o NIRs

  • PIR Neurfeedback: o feedback é dado em função da vasodilatação ou vasoconstrição dos vasos capilares cerebrais nas áreas treinadas
  • NIRs Neurofeedback: o feedback baseia-se no incremento intencional da oxigenação e perfusão sanguínea. Veja a faixa utilizada para o treinamento com o HEG Neurofeedback, modalidade NIRs a seguir:

* O PIR Neurofeedback é muito aplicado no controle de enxaquecas do tipo migrânea (se você quiser ler mais sobre essa modalidade, vejam esse estudo bacana de Strokes & Lappin, 2010 – em inglês)
* 3 sessões de HEG Neurofeedback modalidade NIRs por 40 minutos foi suficiente para melhorar o desempenho cognitivo de de 8 sujeitos em uma tarefa de memória de trabalho (se você quiser ler mais sobre esse estudo, veja o artigo completo – em inglês – aqui)
* O treinamento de um jovem de 12 anos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) por 10 sessões contribuiu para a redução na medicação e para a melhora no seu quociente global de inteligência, medido pelos escores da Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças (WISC III) e pelo Teste de Desempenho Individual de Weschler (leia mais sobre esse estudo aqui)
Mais recentemente, apoiei minha colega de pesquisa, a psicóloga Daniella Valverde na sua pesquisa de mestrado, que investigou os efeitos de 10 sessões de neurofeedback na cognição de sujeitos saudáveis. Os resultados são bem promissores e estão sendo preparados para publicação. Ainda não posso compartilhar o artigo (espero fazê-lo em breve), mas você pode acompanhar o trabalho que venho desenvolvendo com a Daniella e mais 2 colegas (Silvio Aguiar e Fernanda Pires) acessando o site alfaneurofeedback.com.br.

Para saber mais sobre o tratamento com neurofeedback, entre em contato:
julyneurop@gmail.com
(11) 985718551 (deixe um recado no WhatsApp que eu retorno a ligação!)

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ProA – mudança de website

Prezados colegas,  clientes e colaboradores
Informamos que, em função de re-estruturação da empresa Sina-Psi, o software ProA – Bateria de Avaliação Computadorizada passará a ser gerenciado pelo Laboratório de Educação Cerebral da Universidade Federal de Santa Catarina (LEC-UFSC) e ficará hospedada no seguinte endereço: http://www.proa.educacaocerebral.org/
O LEC-UFSC, representado pelo prof. Dr. Emílio Takase, participou de todo o desenvolvimento e formação da base de dados do ProA e continuará os esforços para melhorias da bateria e para os avanços nas pesquisa que utilizam ProA.
Eu e toda a equipe Sina-Psi continuaremos participando do desenvolvimento do produto, porém a razão social Sina-Psi não estará mais atuante.
É com a sensação de dever cumprido que damos mais esse passo, que representa uma mudança e ao mesmo tempo um avanço em busca de aperfeiçoamento de toda a equipe.
A equipe Sina-Psi agradece a participação e confiança de todos os colegas, colaboradores e clientes.
Eu, July silveira Gomes, fico à disposição no email julyneurop@gmail.com para maiores esclarecimentos.
Caso queiram contactar o professor Emílio Takase paratratar de assuntos relacionados à bateria ProA, enviar email para takase@educacaocerebral.com.

     proa_logo2_branco

Aproveito também a oportunidade para divulgar nosso artigo mais recente sobre validade preditiva do ProA para baixo sucesso escolar em matemática:

Using online cognitive tasks to predict mathematics low school achievement

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0360131513000948
 

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CURSO ONLINE E PRESENCIAL de Neuropsicologia

Pessoal, compartilhando.
O CPN (Centro Paulista de Psicologia – www.cpnsp.com.br) –  é referência em São Paulo na área de avaliação e reabiltação em Neuropsicologia.

CURSO CPN ONLINE E PRESENCIAL:
Atualização em Neuropsicologia Clínica
Funções Cognitivas – Crianças e Adolescentes
Carga Horária Total: 24 horas aula
ALÉM DA AULA AO VIVO, OS ALUNOS PODERÃO REVER A GRAVAÇÃO DAS AULAS POR TEMPO LIMITADO.
 
Objetivos:
– Instrumentalizar o clínico com conceitos atuais da neuropsicologia da infância e adolescência
– Facilitar o processo de tomada de decisões na prática clínica, para avaliação e intervenção mais eficientes
Corpo docente:
Beatriz Santanna, Camila Cruz, Carolina Nikeado, Carolina Toledo Piza, Elaine Sinnes, Flavia Coelho, Silmara Batistela, Thais Barbosa Thiago Rivero e outros pesquisadores do Núcleo de Atendimento Neuropsicologico Infantil (NANI), sob coordenação das professoras: Dra. Claudia B. Mello e Dra. Monica C Miranda.
Datas e Programação:
 
MÓDULO 1 – DESENVOLVIMENTO COGNITIVO (12 horas)
sexta (27/07/2012) das 18:00 às 22:00
sábado (28/07/2012) das 9:00 às 18:00
– Funções Cognitivas: da infância à adolescência
– Processos Atencionais
– Memória
– Memória Operacional
– Funções Executivas (Quentes e Frias)
– Linguagem
MÓDULO 2 – DISFUNÇÕES COGNITIVAS (12 horas)
sexta (03/08/2012) das 18:00 às 22:00
sábado (04/08/2012) das 9:00 às 18:00
– Disfunções cognitivas nos quadros neuropsiquiátricos e distúrbios do neurodesenvolvimento
– TDAH
– Dislexia e outros distúrbios de aprendizagem
– Deficiência Intelectual
– Lesões Cerebrais
Local: São Paulo, SP (auditório do CEFAC, Perdizes)
Inscrições: devem ser feitas no período de 18/05/12 até 10/07/12
Para receber a ficha de inscrição, envie um email com o título FUNCOES COGNITIVAS para nani@cpnsp.com.br
Inscreva-se até 30/06/12 e concorra a uma vaga VIP para o próximo workshop CPN! (100% de desconto)
Investimento:
Valores e política de descontos para este evento CPN (não cumulativo):
RELACIONAMENTO FIDELIDADE CPN
FAIXA DE DESCONTO
1 MÓDULO APENAS
12 HORAS/ AULA
2 MÓDULOS
24 HORAS/ AULA
PROFISSIONAIS EM GERAL
R$420,00
R$690,00
ALUNOS DE GRADUAÇÃO E PARCEIROS CPN
10%
R$378,00
R$621,00
SÓCIOS DA SBNP
25%
R$315,00
R$517,00
EX-ALUNOS CPN
25%
R$315,00
R$517,00
ALUNOS ATUAIS DO CPN
Reabilitação Geral – RJ e RS
Avaliação e Intervenção Infantil – SP e RN
50% PLUS
R$190,00
R$340,00
Forma de Pagamento:
PARA ALUNOS ONLINE: pagamentopor depósito à vista no ato da inscrição
PARA ALUNOS PRESENCIAIS: o pagamento poderá ser dividido em duas parcelas iguais; uma em depósito no ato da inscrição e o restante no dia da aula
Dra. Mônica C. Miranda – Neuropsicologa
NANI (Nucleo de Atendimento Neuropsicologico Infantil)
Centro Paulista de Neuropsicologia/ AFIP
Orientadora do PPG Saude e Educação na Infancia e Adolescencia – UNIFESP-SP
www.cpnsp.com.br
R. Embau, 54
São Paulo – SP – Brasil
CEP 04039-060
Phone (5511) 5549-6899/ 5549-8476
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A bateria de avaliação cognitiva ProA faz 2 anos e quem ganha é você!

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A bateria de avaliação cognitiva ProA faz 2 anos e quem ganha é você!
Para comemorar 2 anos de ProA, a Sina-Psi lança a promoção:
Todas as licenças adquiridas entre 01 de maio e 30 de junho terão validade até 30 de setembro de 2012.
Veja os preços promocionais em nosso site!
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Atenção e Funções Executivas

Atenção

imagem retirada de: http://newvaluestreams.com/wordpress/?p=1133

A atenção é um processo cognitivo que desempenha um papel fundamental no direcionamento cognitivo do usuário para um alvo, intensificando o foco. Ela é a base para que diversos processos mentais funcionem adequadamente, sejam eles processos “puramente cognitivos” (processos frios) ou emocionais (processos quentes).
A atenção é uma função executiva. Em termos cognitivos, as funções executivas são uma categoria de processos cognitivos especializados e auto-reguladores, desempenhados pelo lobo pré-frontal, necessários para lidar-se com situações dinâmicas e ambíguas que envolvam relacionamento social e exijam conduta socialmente adequada (moralmente regulada por regras sociais, que podem ser implícitas, ou seja, não precisam estar expostas ou documentadas). Se usarmos a metáfora empresarial para falarmos sobre o ser humano, podemos dizer que as funções executivas são o diretor-chefe de uma empresa, regulando todos os processos, orientando os caminhos a tomar e mantendo os colaboradores (ou as outras partes do corpo/ cérebro) focados nas suas funções.Assim, ter um bom funcionamento executivo é a base para dosar adequadamente o quanto de emoção, impulsividade e racionalidade virão à tona em processos de tomada de decisão.
As principais funções executivas “básicas” são:
– atenção (seletiva, concentrada e difusa);
– memória de trabalho;
– controle inibitório (contenção dos impulsos);
– auto-regulação (inclusive emocional)
– Metacognição (capacidade de raciocinar sobre o próprio conhecimento cognitivo).
Essas funções executivas básicas são a base para a estruturação de processos executivos mais complexos como:
– planejamento (requer alto grau de atenção, memória de trabalho, adequado controle inibitório e auto
-regulação, além de uma habilidade metacognitiva aguçada);
– tomada de decisão (também requer o uso de todas as habilidades acima citadas);
– flexibilidade cognitiva (considerar diversos pontos de vista, aprender rapidamente e mudar de estratégia quando as estratégias previamente aprendidas já não surtem mais o efeito desejado);
– manutenção do foco e persistência ao alvo (capacidade de manter “na sua mente”, por períodos que podem ser relativamente longos, o seu objetivo e persegui-lo, mesmo que precise mudar de estratégias e fazer novas re-avaliações e planejamentos).
A atenção, peculiarmente, pode influenciar o desempenho tanto das funções executivas básicas quanto as complexas. Por exemplo, o grau de atenção destinado a um assunto acabará influenciando na quantidade de informação relevante selecionada e fixada na memória e, ainda, a habilidade de resgatar essas informações em momentos adequados (memória de trabalho). A atenção seletiva ajudará a selecionar os estímulos relevantes e ignorar os estímulos supérfluos ao planejamento e processos decisórios. A manutenção da atenção em um foco possibilitará a concentração e, conseqüentemente, ampliação do foco e importância destinada ao processo alvo.
Então, eu pergunto: O mundo moderno tem nos ajudado a prestar mais atenção nas coisas, a selecionar estimulos relevantes e a focar? Ou tem contribuido para trocarmos a todo o momento o foco de atenção, pois tudo é novidade e interessante e precisamos estar cada vez mais antenados?
Eh, para contribuirmos no processo educacional dar novas gerações, talvez teremos que voltar e treinar o processo cognitiva mais básico e primitivo (primitivo sim, da época em que éramos “homem das cavernas”): ATENÇÃO!
Dar atenção
Prestar atenção
Doar atenção
sem tensão!

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A Transposição de Conhecimentos da Neurociência Cognitiva para a Educação

Freqüentemente, profissionais que aplicam a bateria de avaliação cognitiva ProA (www.sina-psi.com/proa) apresentam dúvidas como “meu cliente teve baixo desempenho na tarefa de  aritmética da bateria ProA, mas as notas dele em matemática são acima da média da turma dele”, e vice-versa. Ou ainda “ok, meu cliente tem baixo desempenho na habilidade “X” da tarefa ProA, e o que eu faço agora? Isso significa que ele não é bom ou que tem um déficit?”

O artigo “Neurociência e Educação: um diálogo possível” possibilita uma excelente reflexão sobre esse tema e lê-lo me instigou a postar sobre a compreensão das dificuldades de aprendizagem em função dos resultados obtidos na bateria ProA. Um dos enfoques do artigo envolve as dificuldades de leitura; portanto, vou usar como exemplo o processo de aprendizagem da matemática.

Para o cérebro, compreender o que é um número e seu significado é diferente de estimar quantidades de objetos agrupados. Diferentes áreas cerebrais estão envolvidas nesses processos. Sabe-se que o cérebro humano apresenta uma habilidade inata de senso numérico, relacionada à percepção de conjuntos de objetos, porém a compreensão do número 50, por exemplo, requer uso de categorizações e conceitos lingüísticos específicos. Estudantes com dislexia, por exemplo, podem apresentar dificuldade na aprendizagem matemática em função da dificuldade do processamento lingüístico, e não necessariamente da compreensão da aritmética, por exemplo. Ou seja, os mecanismos cognitivos e áreas cerebrais envolvidos em suas dificuldades, incluindo as dificuldades na matemática da sala de aula, podem abranger mais aqueles ligados à linguagem e não ao processamento aritmético em si.

Deve-se considerar, ainda, que o desenvolvimento do raciocínio matemático não envolve apenas a compreensão e execução de cálculos aritméticos e nem tão somente o desenvolvimento do conceito de número ou da compreensão de problemas lógicos. A capacidade de representar as dimensões de objetos e as relações entre eles no espaço assume significativa importância nesse processo.

E, além de todas essas habilidades cognitivas “frias” que permeiam a aprendizagem matemática, existem ainda fatores motivacionais e emocionais ligados aos processos de aprendizagem, os chamados processos “quentes”, que podem virar um aliado ou um entrave no para a consolidação do conhecimento. O estresse, assim como o prazer, influencia a maneira de como o cérebro filtra e processa as informações, seja no momento em que essa está sendo passada ao aluno ou no momento em que ele precisa resgatá-la da memória e “mostrar” o quanto aprendeu. Assim, os processos envolvidos na memorização e resgate de informação, assim como os atencionais, também devem ser considerados enquanto fatores envolvidos na aprendizagem matemática.

As pesquisas realizadas com Proa apontam que a tarefa de memória de trabalho visuo-espacial possui validade preditiva (87%) de alunos com dificuldades de aprendizagem em matemática (N=348). Nessa pesquisa, isso significa que os alunos que apresentaram maior dificuldade na habilidade de memória de trabalho visuo-espacial também apresentaram as notas mais baixas em matemática. Esse achado vem ao encontro de diversos estudos científicos e deve ser levado em consideração ao analisar-se o relatório gráfico das tarefas em função do histórico e queixa do aluno.

Mas, de modo algum, o desempenho na tarefa de memória de trabalho visuo-espacial pode ser considerado isoladamente na compreensão da dificuldade ou da dinâmica de aprendizagem matemática. Um aluno que tenha excelente desempenho nas tarefas ProA, incluindo memória de trabalho e aritmética, pode ter dificuldade persistente em sala de aula na disciplina de matemática e não se pode deixar de investigar outros fatores que possam estar envolvidos. Os resultados da bateria de tarefas ProA devem ser usados como indicadores do desempenho cognitivo, mas vimos que o desenvolvimento da habilidade matemática (e suas dificuldades) envolve uma gama de processos cognitivos e, além disso,  pode estar sendo influenciada por variáveis como motivação, dificuldade na compreensão da funcionalidade desse conhecimento na própria vida, dificuldades instrucionais, entre outras.

A transposição de um conhecimento teórico para a prática vai além da compreensão do conceito em si: envolve a compreensão da dinâmica de cada indivíduo. Nesse momento, não me refiro mais ao aluno que, em seu processo de aprendizagem formal, possa não vincular o conteúdo da sala de aula ao seu dia a dia. Me refiro aos profissionais que (assim como eu) são requisitado, em seu próprio processo de aquisição do conhecimento, a transpor resultados numéricos de desempenho a contextos educacionais e ao repertório de comportamentos do aluno.

Os avanços nos estudos sobre o funcionamento do cérebro têm trazidos informações preciosas sobre os mecanismos cognitivos e emocionais envolvidos nos processos de aprendizagem. Porém, transpor esse conhecimento para a prática da sala de aula ou de metodologias educacionais é um passo muito além de pesquisar processos básicos e, em muitas situações, pode encontrar diversas barreiras. Questiono-me se, em algum grau, essa dificuldade não é análoga aquela do aluno que decora a tabuada, por exemplo, mas não vê sentido prático de usá-la no dia a dia; então, ele “decora conceitos” que pensa que não serão usados além do ditado e da prova. Espero que essa seja uma idéia ultrapassada, e que os conhecimentos obtidos a partir dos estudos sobre o funcionamento do cérebro sejam compreendidos, cada vez mais, à luz prática e não memorizados e decorados como “modismos”.

Há 10 anos esses questionamentos me levaram ao Laboratório de Neurociência do Esporte e Exercício (atual Laboratório de Educação Cerebral) da Universidade Federal de Santa Catarina, coordenado pelo professor Dr. Emílio Takase onde folheei os primeiros livros sobre neurociência cognitiva. Hoje, a bateria ProA representa apenas o primeiro passo da Sina-Psi e do Laboratório de Educação Cerebral no desenvolvimento de tecnologias para Educação Cerebral.

O diálogo entre Neurociência e Educação não é apenas possível, mas necessário e promissor!

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PROA: SOFTWARE COM VALIDADE PREDITIVA DE ALUNOS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM EM MATEMÁTICA.

O resumo a seguir recebeu Menção Honrosa no congresso COMPUTER ON THE BEACH, realizado entre 29 de abril de 2011 e 01 de maio. Nesse post apresento o resumo premiado. Vocês podem obter mais informções sobre o software no sitewww.sina-psi.com/proa.
Parabéns ao prof. Dr. Emílio Takase, do Laboratório de Educação Cerebral (LEC) do Departamento de Psicologia – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Florianópolis – SC, e à equipe Sina-Psi, composta po mim (July Silveira Gomes), Daniel Priori e Caroline Di Bernardi Luft por todo o esforço desenvolvido com foco na Educação Cerebral!
Você pode visitar o site do congresso pelo endereço: http://www.computeronthebeach.com.br/2011/

ProA: software com validade preditiva de alunos com dificuldades de aprendizagem em matemática.

Ma. July S. Gomes1,2, Ma.Caroline Di Bernardi Luft1,2, Daniel Priori2, Dr. Emílio Takase1

1Laboratório de Educação Cerebral (LEC) – Departamento de Psicologia – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Florianópolis – SC – Brasil

2 Sina-Psi – Serviço Integrado de Neurociência Aplicada e Psicologia -Florianópolis – SC – Brasil

july@sina-psi.com, caroluft21@yahoo.com.br, danpriori@sina-psi.com, takase@educacaocerebral.com

1. Resumo Expandido
O uso de jogos computadorizados, enquanto instrumentos para aprendizagem educacional, tem sido enfatizado nos últimos anos [Silveira, 1998; Moratori, 2003], porém, o uso para avaliação ainda é incipiente. Tarefas e testes computadorizados vêm ganhando evidência, e apresentam diversas vantagens em relação às avaliações em formato “lápis e papel”, como: maior fidedignidade nos dados obtidos; ampliação da capacidade de aleatorização dos estímulos, de medidas repetidas e do controle do período de apresentação; possibilidade de mensuração de intervalos de tempo em unidades milimetricamente fracionadas; facilidade na tabulação e armazenamento dos dados e aumento da fidedignidade para obtenção de variações entre sujeitos, e não apenas entre grupos [Parsons, Silva, Pair, & Rizzo, 2008]. Quanto às dificuldades de aprendizagem, diferentes autores têm enfatizado o papel da memória de trabalho enquanto mecanismo básico para o desenvolvimento da habilidade matemática, assim como um componente geral da aprendizagem escolar [Alloway, Gathercole, 2009].
O objetivo desse trabalho é apresentar as características do sistema de avaliação cognitiva ProA, uma bateria computadorizada composta por 4 tarefas cognitivas capazes de diferenciar alunos com dificuldades e facilidade em matemática [Luft et al 2010]. As tarefas avaliam os seguintes domínios cognitivos: atenção seletiva, memória de trabalho, habilidade visuo-espacial e habilidade aritmética. O sistema apresenta formato jogo e é aplicado online, em um ambiente amigável, possibilitando avaliação em larga escala.
Rastrear as habilidades cognitivas relacionadas à aprendizagem de um grande número de alunos, com fidedignidade e mantendo-os concentrados na tarefa, é uma inovação no campo da avaliação cognitiva. A finalidade de tal rastreamento é identificar alunos com maior risco de desenvolver baixo desempenho escolar. No entanto, para identificar tais dificuldades com base no desempenho cognitivo nas tarefas da bateria ProA, foi necessário inspecionar-se os escores (velocidade de resposta e acurácia) em cada tarefa de cada aluno individualmente. Considerando que as relações entre habilidades cognitivas e desempenho escolar não são lineares, uma rede neural artificial supervisionada (multilayer perceptron com três camadas) foi treinada com os dados de 348 alunos de uma escola, a fim de identificarem-se aqueles com baixo desempenho em matemática (com base nas notas bimestrais). Utilizando 60% dos dados para treinamento, 15% validação e 15% teste, a rede obteve uma acurácia geral de 87.1% (treinamento), 82% (validação) e 87% (teste). Esses são resultados preliminares de um projeto que envolverá o desenvolvimento de um sistema que integre a rede aos jogos e funcione online, em tempo real. Assim, uma vez identificado o risco, maior atenção poderá ser dada ao aluno, ou mesmo encaminhamento a profissionais especializados, a fim de evitar frustração e preconceito devido ao baixo desempenho escolar.
A opção por um sistema online deu-se com o propósito de facilitar a distribuição, manutenção e utilização do mesmo para seus usuários que, por sua vez, não têm o trabalho de instalá-lo em seus computadores. O software foi desenvolvido em plataforma Adobe Flash para recursos do sistema como os jogos e elementos gráficos nos relatórios de avaliação cognitiva. Para processamento dos dados que estão armazenados em banco de dados MySQL e na geração da interface do cliente foi utilizado a plataforma PHP em servidor Linux de alta capacidade e largura de banda. Assim, suporta facilmente a demanda do tráfego de dados online entre o computador cliente e o servidor. A comunicação entre os dois é realizada em ambiente criptografado, garantindo a segurança e sigilo dos dados.


Referências
Alloway T. P., Gathercole S.E., Kirkwood H. and Elliott J. (2009). The cognitive and behavioral characteristics of children with low working memory. Child development, 80(2):606-21
Luft, C. B., Gomes, J. S., Priori, D., Takase, E. (2010). Desempenho cognitivo de estudantes com dificuldade e facilidade em português e matemática: um estudo de validade ecológica. In: I Congresso Internacional de Neuropsicologia e Neuropsiquiatria, 2010, Goiânia. Dementia & Neuropsychologia. São Paulo, 4:90-91.
Moratori, P. B. (2003) Porque utilizar jogos educativos no processo de ensino aprendizagem. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.nce.ufrj.br/ensino/posgraduacao/strictosensu/ginape/publicacoes/trabalhos/PatrickMaterial/TrabfinalPatrick2003.pdf
Parsons, T. D., Silva, T. M., Pair, J., & Rizzo, A. A. (2008). Virtual environment for assessment of neurocognitive functioning: virtual reality cognitive performance assessment test. Stud Health Technol Inform, 132, 351-356.
Rotzer S, Loenneker T, Kucian K, Martin E, Klaver P, von Aster M. (2009) Dysfunctional neural network of spatial working memory contributes to developmental dyscalculia. Neuropsychologia, 47(13):2859-65
Silveira, S. R. Barone, D. A. C. (1998). Jogos Educativos Computadorizados utilizando a Abordagem de Algoritmos Genéticos. In: IV Congresso RIBIE, Brasília. Disponível em: http://www.url.edu.gt/sitios/tice/docs/trabalhos/151.pdf